quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Que se danem os livros de história

Tem sido impossível abrir qualquer rede social ou jornal sem ser bombardeado por inúmeros absurdos dos governos ao redor do mundo. E o pior de tudo é que há tempos se foi a esperança de que alguém com bom senso há de nos acudir. De certo entramos em uma era que não se sabe quando termina, mas se sabe que é só o começo.

Em meio a tantos absurdos alguns repetem "os livros de histórias nos farão justiça". E para mim soa tão vago e preguiçoso quanto dizer que a justiça divina fará o que a 'justiça dos homens" não fez. Se existe algo que podemos aprender hoje é que tanto faz os livros de história. Tem gente mentindo em rede nacional e chamado de fatos alternativos. Tem gente dizendo que não houve holocausto, que o nazismo era de esquerda e que a ditadura não foi tão ruim assim. Que diferença farão no futuro livros de história quando parece que qualquer decência é associada a esquerda. E que algum grau de intelectualidade é tratado com desprezo, como se fosse errado saber das coisas. Que diferença farão os livros de história se o seu ensino se tornou optativo?

O que nos bate a porta é deveras assustador. É o constante ataque ao senso crítico e a qualquer tipo pensamento independente. É a cultura do copia e cola sem ler nem procurar entender, e até sem acreditar. É como viver numa constante idiotlândia que saiu das sombras e tomou conta de todos. As pessoas perderam a vergonha e agora se orgulham de sua estupidez.

São tempos difíceis para os que sabem interpretar texto.

Parahyba

Certa vez ouvi um desses causos onde o homem olha para um grupo de passarinhos e se pergunta porque eles ficam no mesmo local mesmo tendo asas, e então o homem olha pra si mesmo. 

No domingo a noite embarquei no ônibus rumo a Paraíba de supetão. Passagens compradas meia hora antes do embarque, mochilas empacotadas meia horas do uber chegar e 11h de viagem a nossa frente. A gente tinha uma missão nessa viagem, mas a vigem também tinha uma missão para mim. Fazia  tempo que eu não me jogava assim no mundo de maneira tão aberta e me lembrou de novo o que significa viajar. A conexão que você faz com os outros e por vezes melhor e maior que as novas paisagens que a gente encontra. 

Ouvi sotaques, estórias e risadas que vou guardar comigo.