terça-feira, 22 de novembro de 2016

Self growth is tiring

Esse último mês tem sido intenso. Muita coisa acontecendo, vida social pra mais de metro. Fazia anos e anos que eu não saía tanto, com tanta frequência. Minha conta bancária está desfalecida. E eu não sei o que sentir. Eu estou feliz e me sentindo pertencente. Depois que eu voltei do meu ano fora esse sentimento de pertencer demorou a bater a porta. Por muito tempo eu era a estrangeira, a que ficou pra trás, a que não conhece mais ninguém.

Certo dia li que tentar agradar todo mundo era o caminho mais perto pro bege. E de repente eu me vi ali, naquele bege. Esse último semestre tem sido um momento de bater o pé no chão e assumir uma cor, mesmo que nem todos gostem. Aprender a ser desgostada é importante.

O meu curso está em greve estudantil, uma greve que eu estou ajudando a modelar. Greve não significa férias e se tem uma coisa que eu não fiz desde que deflagramos a greve foi descansar. Vai ser prejudicial a curto prazo pra mim, principalmente porque os professores estão vendo um vermelhão em mim que não vão esquecer quando eu precisar me ausentar pra ir ver meu namorado. Mas a longo prazo tem sido uma das experiências mais enriquecedoras que eu tive a oportunidade de vivenciar na universidade. Primeiro por me sentir parte, segundo por me sentir capaz, terceiro por estar a frente. Sentia falta de ter coragem de tomar coisas pra mim, algo que não rolava desde o ensino fundamental, eu acho.

Além da greve tem outras socializações (e meu primeiro assalto sofrido com perda de bens materiais) que estão presentes e me fazem bem (talvez até o assalto), me fazem parte. Não tanto quanto um dia já foi ou quanto eu um dia quis, mas a medida que me cabe e convém.

Esse ano eu aprendi muito. Como disse em outro post tem sido um ano longo. Eu achava que 2016 seria o meu ano, e talvez seja no seu jeito muito particular de ser.  Tenho a impressão que estou sendo exacerbadamente otimista, mas acredito que o que construo agora carrego comigo no topo de tudo. E muito ainda está por vir. Só espero ter energias e que meu pé esquerdo pare de incomodar.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Esse meu ascendente em peixes quebra as pernas

Eu nunca fui de dar muita bola pra signo até fazer meu mapa astral e me deparar com meu ascendente em peixes. Ainda que meu entendimento seja superficial, o traduziria como um "muito quer nada faz", ou "tudo imagina, pouco age". Talvez seja a desculpa perfeita da alma procrastinadora, mas às vezes pra mim parece tão inviável realizar certos planos.

Eu queria muito fazer um podcast por exemplo, sobre a cidade, sobre os sons, sobre meus amores platônicos. Não o faço, só o penso. Eu queria escrever ou desenhar todo dia, mas falta a disciplina que culpo no ascendente, a timidez criativa que eu culpo em outro planeta que não lembro o nome.

E eu sinto tanta falta de escrever, principalmente ficção. Esse ano foi um dos anos que menos produzi criativamente e nunca me senti mais triste.