segunda-feira, 12 de maio de 2014

Esse ano não será a melhor parte da minha vida.

Velho, que agonia escrota esse negócio de morar fora e depois voltar pra casa. Digo assim, agonia de não saber o que me espera. Ou talvez por saber. Universidade sem muita infra-estrutura, cidade violenta com amigos sendo assaltado toda hora, calor, dividir quarto de novo, (piscina yay), nunca mais ler com o Ipad no ônibus, achar um celular menos chamativo.
Também me esperam meus amigos, minha carteira de motorista, meu primeiro emprego de verdade, meus novos projetos, que só deus sabe quais são. Meus pais, com quem sonho frequentemente. A vida vai dar certo, o começo vai ser difícil, mas a gente se acostuma, se adapta fácil.

sábado, 10 de maio de 2014

Namorar é esquisito.  Como me tardei a começar essa atividade social, pulei direto pro namoro que o outro deixa escovas de dentes no seu banheiro e sapatos espalhados pelo o que você tem como casa.
Escrevo com ele deitado do meu lado, e não me preocupo que me leia, já que não sabe meu idioma. O que as vezes me torna bem má, reclamando pros outros na frente dele sem que ele tenha a menor ideia.
Mas enfim.
Namorar.
Todas as sextas ela vem me ver, depois de uma semana inteira de distância. O relógio é sempre nosso inimigo. Algum dia desses esse fim de semana será o último de uma era e quem sabe de nossas vidas. Ele chega e a gente passa um tempo junto, às vezes tira um cochilo.
Depois minhas amigas ligam, e a gente gasta o resto de noite lá. Come quilos. Volta pra casa com sono. Mas ainda querendo alguma coisa. Cansado demais nada funciona direito. Vira e dorme, meio de conchinha, mas na verdade dormir de conchinha dá mais trabalho.
Aí eu acordo, ele tá dormindo. Tudo que eu tenho é um quarto. Vire pro lado e durmo de novo. Mas eu quero acordar e fazer coisas. Dormir não é tão legal quando se tem um monte de sonhos bizarros.
Mas aí tu não quer ver quem ama cansado, de mau humor. Ele trabalha duro a semana inteira e a minha cama é melhor. Eu sou egoísta. Quero companhia, quero passar mais tempo junto e me aventurar, em vez de ficar sempre na cama assistindo seriado e almoçando tarde.
Eu canso.
Eu preciso ver o mundo, mas com que argumento eu arrasto alguém pra fora do quarto quando tudo que tenho é esse céu cinza inglês?
Eu sinto falta do começo, onde não se tinha rotina. Ninguém era tão cansado. E tudo era novo.
Mas deixa.
Vai que isso tudo é amor.