segunda-feira, 21 de outubro de 2013

História real numa segunda-feira privada de sono.

A primeira vez que falei seu nome foi pra pedir seu telefone emprestado. De todos aqueles rostos novos, ele me pareceu o mais amigável.
Atravessamos a rua fora da faixa.
Um dia ele falou do meu sotaque com seu sotaque mole. Sentou do meu lado. Lavou meu prato.
Outro dia conversamos até o sol que demora a nascer aparecer na janela.
Ele nasceu no dia do aniversário do meu melhor amigo.
Andamos de bicicleta. 
Nos abraçamos. 
Fomos na roda gigante e tiramos uma foto.
Atravessamos a rua na faixa famosa.
Nos perdemos e nos vimos de madrugada.
Nos abraçamos deitados no escuro. 
Ficamos bêbados.
Nos beijamos.
Nos esquecemos e acabamos.