sábado, 1 de dezembro de 2012

I'm a pretty impossible lady to be with.

'Cuz I like to be gone most of the time
and you like to be home most of the time
if I stay in one place I lose my mind
I'm a pretty impossible lady to be with.
           Uma amiga que se apaixonou recentemente pela trilha sonora de Juno me falou dessa música. "É a tua cara, não fica chateada *risos*, mas por alguma razão me lembra você".

          Eu comecei a ouvir Belle & Sebastian depois de ver esse filme, mas eu nunca reparei nessa canção, talvez porque na época não fizesse sentido. Eu não tenho grandes paixões, super talentos ou inpirações artisticas. Eu tenho só um punhado de vagas ideias de coisas que eu gostaria de fazer, mas elas nem parecem dar certo com as coisas que eu sou boa fazendo por enquanto. Mas outro dia eu percebi que tinha uma coisa que eu queria muito, muito fazer: viajar. Talvez todo mundo queira isso em algum momento, ou eu queira porque nunca fiz muito ao longo desses 19 anos. Mas eu sinto uma atração enorme por conhecer outros lugares, principalmente lugares com uma língua diferente da minha.

          Já disse uma vez que acredito que fronteiras são coisas da cabeça. E se tem uma coisa que eu quero enxergar no meu futuro, é que eu transpassei todas elas que possíveis foram. Eu olho pra mim em 10 anos e vejo uma atmosfera que eu nem sei de onde vem, mas eu sei que é qualquer coisa a milhas de distância.

          Mas voltando a música, e as outras que eu ouvi da Kymia Dawnson, ela fala muito sobre como quem escolhe viajar vive de inconstâncias. Você não fica muito em canto nenhum, não tem tempo de construir muita coisa. Porém, por alguma razão, essa vida parece mais plena para mim.

         O único problema é que você faz 18 anos e existe um mundo de expectativas sobre você. Tem que ficar rica, dar certo na vida. Não que meus pais falem isso, mas todos esperam. E é difícil olhar pra tudo isso e dizer assim "essa é a minha vida, e dela faço o que bem quiser." Enfim, espero eu ter a coragem de não ser passarinho que tem asa, mas nunca deixa as redondezas do ninho. Eu quero viver como  andorinha num eterno verão.



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