sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

3 minutos

Eu decidi que quero fazer filmes e viajar pelo mundo. Mas meus pais não tem grana o suficiente pra me dar isso de bandeija.
Que preguiça tenho eu de ser boa em alguma coisa que me faça conquistar essas duas vontades.
Que preguiça tenho eu de terminar todas as histórias que comecei.
Que saudades tenho eu daquelas histórias.
Do admirável ladrão de calcinhas, cujo título roubei de qualquer lugar.
Da mariana, sempre mariana que morava com a avó e recebia bilhetes anônimos do cara que seguia ela no ônibus.
Sempre gostei de stalkers.
SEMPRE.
Que vontade tenho eu de terminar qualquer coisa que seja.
Que tristeza de lembrar que não soube aproveitar a chace certa.
Virão outras, eu espero.
Vou pegar essa meia dor e usar como propulsor.
Vou fazer meu filme e ir a Buenos Aires.
Depois vou escrever livros sobre as pessoas e as máquinas. Sobre as novas formas de comunicar.
Vou aprender a ser cara de pau e pedir tudo o que eu quero.
Vou beijar alguém de susto e ver o que acontece.
Vou escrever uma música e inventar um jeito novo de ler um livro.
Mas o filme, tem que ser assim, cotidiano e sereno. Mas surpreendente. Tem que ganhar prêmio de quem usou pouca grana.
A dificuldade que faz a beleza.

2 comentários:

Umáyra disse...

depopis de pensar bastante, cheguei a uma conclusão: juventude é pra ser vivida. indo atrás dos sonhos. é isso que vale a pena.

ps. hei de ver tuas histórias ainda, mauany!

Robério Marques disse...

A dificuldade é que engrandece as coisas não é? Sempre achei isso! Sei que ainda vamos autografar o livro um do outro... ;)