sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

3 minutos

Eu decidi que quero fazer filmes e viajar pelo mundo. Mas meus pais não tem grana o suficiente pra me dar isso de bandeija.
Que preguiça tenho eu de ser boa em alguma coisa que me faça conquistar essas duas vontades.
Que preguiça tenho eu de terminar todas as histórias que comecei.
Que saudades tenho eu daquelas histórias.
Do admirável ladrão de calcinhas, cujo título roubei de qualquer lugar.
Da mariana, sempre mariana que morava com a avó e recebia bilhetes anônimos do cara que seguia ela no ônibus.
Sempre gostei de stalkers.
SEMPRE.
Que vontade tenho eu de terminar qualquer coisa que seja.
Que tristeza de lembrar que não soube aproveitar a chace certa.
Virão outras, eu espero.
Vou pegar essa meia dor e usar como propulsor.
Vou fazer meu filme e ir a Buenos Aires.
Depois vou escrever livros sobre as pessoas e as máquinas. Sobre as novas formas de comunicar.
Vou aprender a ser cara de pau e pedir tudo o que eu quero.
Vou beijar alguém de susto e ver o que acontece.
Vou escrever uma música e inventar um jeito novo de ler um livro.
Mas o filme, tem que ser assim, cotidiano e sereno. Mas surpreendente. Tem que ganhar prêmio de quem usou pouca grana.
A dificuldade que faz a beleza.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Tá tudo bem.

Não tem nada lá que valha à pena, pequena.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

ho ho ho

E de onde vem tanta saudade?
:(
Eu continuo repetindo que fiz a melhor escolha porque eu sei que fiz.
Eram 10 minutos de alegria e o resto do dia de tristeza.
Melhor assim.
Mas aí me aparece alguém passando com o mesmo perfume e a vizinha pintando as paredes da sala com a mesma cor ~horrível~ daquele quarto tão familiar.
A vida é essa piada pronta que não tem ninguém pra rir.



domingo, 23 de dezembro de 2012

Budapeste

Esse ano eu li tão tão pouco. Vivi poucas vidas, estive em poucos lugares, fantasiei pouco, reescrevi poucas histórias.
Mas esse livro tem valido muito. Gosto dessas leituras triviais, de coisas possíveis, de personagens reais que quase tem cheiro.
Aprendi também coisas novas. Que Budapest é divida ao meio pelo rio. Metade Buda metade Pest. Eu até sabia, mas agora faz mais parte de mim. E que talvez o nome de húngaros tragam o nome da família na frente do nome próprio. Mas isso ainda preciso confirmar.

Ler faz tão bem. Já comecei a fazer mil listas pro ano que vem, listas de tudo, inclusive de livros que eu TENHO que ler.
2013 que já tem gostinho bom.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Não é difícil fazer amigos, difícil é mantê-los

 1 - Ser muito direta.
 2 - Dificuldade de pedir desculpas, embora sofra muito.
 3 - Dar prioridade as pessoas erradas.
 4 - Não gostar facilmente de quase todo mundo.


Quatro passo mágicos para perder pessoas.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Retrospectiva 2012 parte 1 - Fotos

Janeiro
Janeiro
 Abril
 Maio
Junho
 Julho
 Julho

 Julho
Setembro
 Outubro
 Outubro
 Novembro
 Dezembro       












































sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Post apressadinho

Que dia quente, pequena!  Por onde esteve esse tempo todo? Não derretestes lá fora?

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Até logo, e obrigada pelos peixes.

Nesses últimas dias eu pensei muitas vezes em ir embora. Motivos, sabemos nós dois e todos os outros,  não faltaram. Ensaiei o discurso enquanto te esperava impaciente. E só me arrependo de não ter pego um táxi para escapar dalí a todo custo. Desmanchei em mais um sorriso, mas não acreditei nas suas desculpas. Você sempre sabe muito bem o que está fazendo. E eu também. 

 


O problema é essa meia racionalidade que me assola. Tudo tão branco no preto pros outros e para mim uma profusão de cores mal interpretadas. Eu te digo o que fazer, quando nem sei como agir. Você tem razão, é confuso. No meu caso, por outros motivos, mas é confuso sim.

 


E por isso de novo eu decidi abrir mão disto que eu nem sei definir. Não é que eu sinta alguma coisa, mas até essa dormência me assuta.  E foi  mais fácil do que parecia. É que como eu disse, as  prioridades mudam, e um dia você acorda e já não é mais.


sábado, 1 de dezembro de 2012

I'm a pretty impossible lady to be with.

'Cuz I like to be gone most of the time
and you like to be home most of the time
if I stay in one place I lose my mind
I'm a pretty impossible lady to be with.
           Uma amiga que se apaixonou recentemente pela trilha sonora de Juno me falou dessa música. "É a tua cara, não fica chateada *risos*, mas por alguma razão me lembra você".

          Eu comecei a ouvir Belle & Sebastian depois de ver esse filme, mas eu nunca reparei nessa canção, talvez porque na época não fizesse sentido. Eu não tenho grandes paixões, super talentos ou inpirações artisticas. Eu tenho só um punhado de vagas ideias de coisas que eu gostaria de fazer, mas elas nem parecem dar certo com as coisas que eu sou boa fazendo por enquanto. Mas outro dia eu percebi que tinha uma coisa que eu queria muito, muito fazer: viajar. Talvez todo mundo queira isso em algum momento, ou eu queira porque nunca fiz muito ao longo desses 19 anos. Mas eu sinto uma atração enorme por conhecer outros lugares, principalmente lugares com uma língua diferente da minha.

          Já disse uma vez que acredito que fronteiras são coisas da cabeça. E se tem uma coisa que eu quero enxergar no meu futuro, é que eu transpassei todas elas que possíveis foram. Eu olho pra mim em 10 anos e vejo uma atmosfera que eu nem sei de onde vem, mas eu sei que é qualquer coisa a milhas de distância.

          Mas voltando a música, e as outras que eu ouvi da Kymia Dawnson, ela fala muito sobre como quem escolhe viajar vive de inconstâncias. Você não fica muito em canto nenhum, não tem tempo de construir muita coisa. Porém, por alguma razão, essa vida parece mais plena para mim.

         O único problema é que você faz 18 anos e existe um mundo de expectativas sobre você. Tem que ficar rica, dar certo na vida. Não que meus pais falem isso, mas todos esperam. E é difícil olhar pra tudo isso e dizer assim "essa é a minha vida, e dela faço o que bem quiser." Enfim, espero eu ter a coragem de não ser passarinho que tem asa, mas nunca deixa as redondezas do ninho. Eu quero viver como  andorinha num eterno verão.