domingo, 17 de abril de 2011

De verão em verão eu deixei a vida pra mais tarde.

Mês que vem eu completo o tal dos 18 anos e aniversário é um bom momento pra fazer um balanço da vida. Eu não sei onde eu imaginava estar aos 18 quando eu tinha 13, mas garanto que muita coisa ficou a desejar. 
Por muito tempo a minha filosofia foi (talvez ainda seja) a do "faço depois", esquecendo que a vida não reseta  pra gente completar a fase com todas as moedinhas. Eu desisti um milhão de vezes de viver o agora me consolando com um por vir mais incerto que... que a coisa mais incerta que você puder imaginar. 
Estar nos late teens me deixa um tanto desesperada, é como vir navegando em um rio e saber que a cachoeira estar perto. A única certeza é a queda, mas as dúvidas sobre o rumo do bote são todas. 
Mas eu estou aqui cheia de expectativas pra saber como eu vou ser com 25: graduações, viagens, amores, arrependimentos, carros, perfumes, e tudo que eu já sonhei nos caminhos entre a casa e a escola. Porém eu hoje sou mais compreensiva, caso ela não consiga tudo o que eu sonhei nesse "por vir". Porque a eu de 13 anos deve estar meio decepcionada pela ausência das unhas sempre pintadas, dos acessórios, dos livros, das experiências, da mulher que ainda não despertou.



2 comentários:

Umáyra disse...

ai, a procrastinação...
o melhor é nem pensar nos 18 ou nas coisas que deixamos de fazer ou ser. acredite, esse "conselho" vem de alguém que só pensou e nada fez a vida inteira.
e eu ainda acredito que as experiências e a mulher ainda vem.

Morgana Gomes disse...

Só não deveríamos fazer isso mais difícil e sim viver um dia de cada vez, que ainda é díficil.
É assustador. A única coisa que quero pros meus 25 anos agora é saber falar em público sem gírias, sem esquecer as palavras e sem falar rápido demais.