sábado, 17 de dezembro de 2011

Eu vou dormir e esperar a chuva me acordar.

domingo, 23 de outubro de 2011

Eu vou te jogar num pano de guardar confetes.

Algumas pessoas fazem mal. Mesmo sem saber, sem querer, são inadivertidamente nocivas, desinterassadamente perigosas.

Eu finalmente achei uma etiqueta para colocar no que eu sinto. Se não fez passar, ao menos entender já foi um bom começo. "Aceitação é o primeiro passo".

Acredite, eu vou me curar.

Porque quando as músicas mais bonitas tocaram, esta onipresença só maculou o sublime. Não havia merecimento para se encaixar naquela canção, e nem em alguma outra. 

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Just pick one

Bom, eu estou usando o mesmo título que eu usei no meu último post no maujomar . Foi um conselho que eu ouvi certa noite em uma pizzaria verde. É bom voltar aqui. Eu nunca levei esse blog muito a sério, mas é como voltar para casa e para não fugir o clichê "There is no place like home".

Eu tomei algumas decisões recentemente. Uma delas é escrever aqui todos os dias. Pode soar absurdo, estranho,  desncessário, irritante (é, talvez eu não faça isso), mas eu preciso me obrigar a descarregar esse tudo que tem aqui dentro em algum lugar. E é bom imaginar que alguém vai ler, faz você parecer menos absurdo. Ou eu só sou mais exibicionista do que imaginava.

Estão montando árvores de natal pela cidade, e nem é outubro ainda. 2011 definitivamente está dando seus último suspiros. Não que não seja suficiente para ele revelar o nome do bandido e ajudar o herói  a salvar tudo, mas é só que ele já fez quase tudo o que tinha para fazer.

Eu não sou the coolest kid no parquinho, e ainda tenho que entender melhor metáforos sobre trens e oportunidades. Mas eu estive feliz, por alguns longos minutos estive feliz. E felicidade, como todo mundo já percebeu, não é algo que dure muito. Eu não liguei para desejar felizes aniversários, pra ser sincera eu fugi. Estive sozinha, muito sozinha, mais do que eu gostaria. Procrastinei exacerbadamente. No entanto, 2011 ainda tem seus belos momentos. E talvez eu ainda volte aqui para listá-los, talvez esse útlimo suspiro seja o do beijo no asfalto. Sei lá.

terça-feira, 26 de julho de 2011

"Todos somos filhos de Deus, só não falamos as mesmas línguas."

Os livros de Geografia apontam os termos  Primeiro e Terceiro mundo como obtusos desde a queda da União Soviética, que constituía o tal Segundo Mundo. Mas o fato é que vivemos em um planeta de múltiplos mundos, e não me refiro a infinitos particulares, eu falo de linhas invisíveis, porém bastante reais.

A principal janela que interliga tais mundos é a  televisão, o noticiário das oito que só tem audiência porque vem antes da novela. Na mesma banca onde vendem os jornais com manchetes gritantes sobre corrupção e baixa do dólar vendem revistas com quem são os possíveis assassinos do Léo. Quão fácil se torna para o cidadão comum separar ficção da realidade? E quem se importa? Mês que vem é outro enredo com o mesmo final no horário das nove  e o jornal já virou forro de gaiola. A questão é que, diferente da novela, os problemas não se encerram no último capítulo, por mais que os jornais esqueçam o fato, ele ainda vai existir.

O Japão tremeu todo em grandes terremotos alguns meses atrás, parte da população (que se intitula "antenada") se solidarizou (Pray for Japan) e comentou bastante. Mas e agora? E quem lembra que todo um país tem que conviver com a radiação e com  a incerteza de como a vida deles será afetada por isso, quando tudo que recebem do governo são informações incertas e conflitantes? E quem sabe nos dizer como isso nos afeta? Quem sabe dizer quantas pessoas nem sabem onde o Japão fica? Muitas.

Comparado ao Universo, a Terra não é mais que um grão de areia, no entanto, se comparado a um mero indivíduo o Planeta é muita coisa. E, talvez, para não se sentir tão ínfimo, o sujeito encolhe, inconscientemente, o mundo a sua volta. E este perde o senso de unidade. Senso que após perdido não é de fácil recuperação.

E difícil, mas necessário, assimilar que tudo aquilo que ouvimos e soa tão distante, pertence a nós também. As primeiras fronteiras que devemos derrubar são as da nossa cabeça.

Foto surripiada do álbum da Clarisse Queiroz no Facebook

terça-feira, 14 de junho de 2011

Tomar banho de canal quando a maré encher.

Uma coisa legal dos tempos "sem internet" era ouvir uma música e ir aprendendo a letra sem ler em canto nenhum (no caso de cds sem encartes). O que acontecia comigo (e ainda acontece no caso de Los Hermanos) é cantar muita coisa errada e achar que faz o maior sentido do mundo.
Então, eu passei a minha vida cantando "tomar banho de CAMA quando a maré encher". Pra quem nem sabe do que eu to falando é de uma música do Nação Zumbi; "Quando a maré encher" . Mas eu tenho  uma explicação. A música fala de pobreza e condições de vida nada confortáveis, de morar em barraco e tal. Eu imaginava que inundava o barraca e a cama do pessoal saía boiando. Na hora fez tanto sentindo que eu nem me importei em pensar nisso de novo, até que eu ouvi alguém cantando um tempo atrás e e e... Bem, é de canal. rs
Nação Zumbi é muito massa. Queria morar em Pernambuco. Enfim.



"E com o bucho mais cheio começei a pensar
Que eu me organizando posso desorganizar
Que eu desorganizando posso me organizar
Que eu me organizando posso desorganizar"

"o Meu maracatu pesa uma tonelada de surdez
E pede passagem"

"Necessidades adquiridas na sessão da tarde
A revolução não vai passar na tv, é verdade"

"E dessa insustentável leveza de ser
Eu gosto mesmo é de vida real. Elevei minha alma pra passear."
"Cachorro, gato, galinha, bicho de pé
E a população real convive em harmonia normal
Faz parte do dia dia banheiro, cama, cozinha no chão
Esperança, fé em Deus, ilusão."


quarta-feira, 1 de junho de 2011

Fluxo de pensamento

Tenho ido dormir todos os dias tarde e acordado cansada.Os meus dias tem sido normalmente bons, embora a minha mochila, mesmo vazia, seja pesada. Ando sonhando muito com pôr-do-sol e isso quer dizer que eu estou feliz, afinal as melhores lembranças que tenho são de crepúsculos. Vez ou outra o sol está se pondo pro outro lado, e eu não sei quantas pessoas vão entender a figura disso. Só tem Belle & Sebastian na minha play list e eu nunca mais fui ao cinema, mas ainda assim estou bem.

Informações randômicas:

Eu só aprendi o que era random estudando programação.
Às vezes eu falo "progamação".
A minhas três músicas preferidas hoje de  Belle & Sebastian são: "Piazza, New York Catcher", "Belle & Sebastian" e "If she wants me".
As minhas notas de arquitetura estão um lixo
Não fiz o trabalho de árvore ainda, mas vou fazer porque eu preciso
Eu sei o que eu quero estudar na faculdade, não sei se vou é passar
Eu acredito que vai dar tudo certo
Não fiz a redação de português ainda
Programar pra baixo-nível não é a minha parte favorita
Eu também gosto muito de "the blues are still blue" e "littlou lou, ugly jack and prophet john"
Estou falando e fazendo mais o que eu penso
Eu tento fazer posts com muita informação pra compensar a ausência de posts
Quando eu tiver tempo vou construir um blog de conteúdo relevante
Eu quero ir pro show do Camelo em junho
O Marcelo Jeneci falou comigo no Facebook
Eu gosto do Facebook agora
Livros são como namorados, quando você está solteira quase num aparece um, mas basta ter um pra vir um monte e você ficar na dúvida.
Eu quero que o Ted arrume logo a esposa, mas vou ficar triste quando HIMYM acabar
Cobie Smulder (robin) >>>> Zooye Deschanel (summer)
Esse dezembro vai ser sad ou não.





To falando besteira, beijos.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Tuesday

Três homens loucos colocados estranhamente de maneira triangular em uma plataforma de um terminal de ônibus.

Um casal se beijando cinematograficamente na esquina agitada do centro adormecido da cidade.

Um objeto perdido, peculiarmente recuperado de maneira simular as três últimas.

domingo, 17 de abril de 2011

De verão em verão eu deixei a vida pra mais tarde.

Mês que vem eu completo o tal dos 18 anos e aniversário é um bom momento pra fazer um balanço da vida. Eu não sei onde eu imaginava estar aos 18 quando eu tinha 13, mas garanto que muita coisa ficou a desejar. 
Por muito tempo a minha filosofia foi (talvez ainda seja) a do "faço depois", esquecendo que a vida não reseta  pra gente completar a fase com todas as moedinhas. Eu desisti um milhão de vezes de viver o agora me consolando com um por vir mais incerto que... que a coisa mais incerta que você puder imaginar. 
Estar nos late teens me deixa um tanto desesperada, é como vir navegando em um rio e saber que a cachoeira estar perto. A única certeza é a queda, mas as dúvidas sobre o rumo do bote são todas. 
Mas eu estou aqui cheia de expectativas pra saber como eu vou ser com 25: graduações, viagens, amores, arrependimentos, carros, perfumes, e tudo que eu já sonhei nos caminhos entre a casa e a escola. Porém eu hoje sou mais compreensiva, caso ela não consiga tudo o que eu sonhei nesse "por vir". Porque a eu de 13 anos deve estar meio decepcionada pela ausência das unhas sempre pintadas, dos acessórios, dos livros, das experiências, da mulher que ainda não despertou.



segunda-feira, 21 de março de 2011

Post sentimentalóide de origem atualizativa

Para escrever, esteja certo, é necessário viver ou ao menos sentir. É estranho perceber, mas eu ando meio dormente. A vida se abre, todos os dias, e eu a assisto da janela do ônibus no trânsito engarrafado, mas nada me prende. Nada além da certeza de que o mundo está cheio de mais e que eu nunca vou chegar a tempo pra aula de inglês.
O meu cantor de música brasileira favorito (ultimamente) se chama Marcelo Jeneci. E tem uma única razão pra ele ser fantástico; o sentimentalismo que transborda de suas músicas. É preciso se viver com o coração, ou ao menos a área do cérebro responsável por produzir as sensações e percepções que tornam as coisas indubtavelmente mais vívidas.
E eu sinto falta de me apaixonar o tempo todo, por todas as coisas. De estar ansiosa pra chegar em casa e terminar de ler o livro, de pausar a cena do filme só pra olhar bem para os personagens e dar um suspiro profundo e inebriante, de ficar feliz quando consigo pegar o ônibus com aquela menina de olhar misterioso, sempre tão distante, de esperar vê-lo passar.
O "amor" parece ser um sentido a parte, ou no mínimo, um intensificador dos outros. Então, tudo tem sido pateticamente óbvio, olho e só vejo o que a moldura clara e simples me deixa ver.

                                    Laura Lavieri e Marcelo Jeneci.

Se a gente se casar domingo
Na praia, no sol, no mar
Ou num navio a navegar
Num avião a decolar
Indo sem data pra voltar
Toda de branco no altar
Quem vai sorrir?
Quem vai chorar?
Ave maria, sei que há
Uma história pra sonhar
Pra sonhar

terça-feira, 8 de março de 2011

E se eu tivesse um tumblr





eu não colocaria essas imagens aqui, mas eu não tenho.

:)

quinta-feira, 3 de março de 2011

Sento na calçada e vejo a vida passar...


...Penso num passado e já posso afirmar Casa Caiada, não sou mais quem fui.




Olha eu aqui sem ter sobre o que falar.
 Senti saudades, isso não é tudo, 
mas é só o que posso dizer hoje. 

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

"Desesperadamente eu grito em Português”

Não acredito em quem fica sad ao invés de triste.
                                                       João.
                Falar um segundo idioma se tornou imprescindível no mundo atroz que vivemos atualmente e o preferido pra ocupar a posição de segunda língua em trocentos por cento dos casos é o Inglês. Britânico de Londres, Britânico com sotaque indiano, Americano do Texas, ou com sotaque cearense, whatever, o importante é ‘speak in english’ por aí.
                E as razões pra se estudar inglês hoje são muitas: profissionais, acadêmicas, pra assistir seriado sem legenda, pra fazer legenda de seriado e ter o apelido nerd aparecendo no começo do episódio, ou pra colocar imagens bonitinhas no tumblr, blog, weit, e achá-las descomunalmente lindas só porque tem uma frase em inglês e você faz parte da minoria brasileira capaz de entendê-la. Mas esse não é o meu ponto.
                A questão é que poucos de nós temos contatos com nativos dispostos a falar seu idioma conosco e pra praticar temos que recorrer a um amigo brasileiro, escrever textos e tentar melhorá-los, ou a melhor de todas: falar sozinho em inglês em qualquer oportunidade. Quando menos se espera está falando no banho, enquanto anda na rua, pensando em inglês no ônibus, rabiscando frases na carteira durante a explicação do professor, riscando na prova se maldizendo por não ter prestado atenção naquela aula e agora não saber o que fazer.
Você esbarra em alguém na rua e diz “sorry”, pra pedir licença usa “excuse-me”, pra começar o post “well”, pra xingar “(son of a) bitch”, quando estar entediado “boring”, apaixonado “in Love”, agradece com “thanks”, fica cansado com “tired”,  e o seu dia ruim “sucks”. Ninguém mais é egoísta, todo mundo é “selfish”, tropeça na pedra escapa um “shit”, algo maravilhoso comenta “amazing” e pro que é só bacana diz “nice”. E a lista não para por aqui.
 Eu tenho absolutamente nada contra a “biglotar” pelo mundo, até porque eu mesma sou uma dessas (e até “trigloto” quando meu alemão consegue formular alguma frase decente). A verdade é que temo que esqueçamos como nos expressar em nosso próprio idioma, principalmente pra essas coisas “pequenas” do dia-a-dia. Essas expressões corriqueiras. Qualquer chance de neologismo é logo trocada por uma palavra descolada do inglês que nem se sabe o significado de fato, mas vai servir perfeitamente pra definir o que você acabou de inventar, mas já existe há muito tempo. Eu sei que “pra sempre sozinho” não soa tão engraçado quanto “forever alone”, que quase ninguém vai falar “sítio” no lugar de “site” e nem trocar “pessoa não muito confiável que dedica horas do dia a pesquisar sobre a vida dos outros” por “stalker”. But sometimes, only sometimes, just try to show your feelings in your own language*.  

* Mas às vezes, só às vezes, apenas tente mostrar seus sentimentos no seu próprio idioma.




P.S.: Isso aplica ao a quem paga de Cult-Indie-Moderninho falando Francês, quem paga de made in China, Japan, Korea falando Chinês, Japonês, Coreano, quem paga de menor revolts falando Alemão, quem paga de Nasa falando Hebraico, e todos os outros.

P.S2:  Esse “P.S” é muito romântico.

P.S3: Esse “P.S” me lembra o play station 3.

P.S4: Não se importe com nenhuma das palavras ditas anteriormente (e não é nada pessoal), se expresse do jeito que bem entender. E parabéns pra você que consegue fazer isso em Hebraico.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

\o\ (^)/o/

Na próxima madrugada o mundo estará na mesma posição ou não que estava há um ano atrás, quando, ao invés de ir dormir, eu resolvi criar um blog no qual eu pudesse rabiscar acho muito serelepe e coloquei nele um nome muito garboso e um subtítulo que faz rerefência a um livro do Fernando Pessoa e ninguém nunca reparou.
Durante esse ano de blog consegui o impressionante número de 21 seguidores :O e visitas de pessoas que pesquisaram "topa com copo" no google '-' Meia dúzia de elogios que me deixaram convencida -n e algumas críticas bem levinhas. Queria era ter polemizado, mas não tenho coragem pra isso. pfff Contei umas histórias, aprendi sobre os outros, aprendi sobre mim. Fiz post pra stalker ler, abri meu coração, descobri que escrever, como quase tudo na vida, requer prática. Não pratiquei.
Tem um monte de coisa que eu ainda quero fazer por aqui, como por exemplo:
  • post sobre stalkear;
  • uns contos mofados da minha pasta;
  • produzir algum conteúdo útil a humanidade;
  • aprender sobre o uso de crase, ponto-e-vírgula, talvez sobre hífen
 Não vou prometer aparecer, porque isso nunca dá certo.


Imagem bonitinha, pra não perder o hábito. 


Ps: Aprendi com a Morgana que (^) é o atalho pra bolo de aniversário no msn, e queria muito usar.. então...