quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Você está certo disso?

Eu tive um gato. Ele era a coisa mais fofa do mundo. Grande, gordo e amarelo. O nome dele era Momô. Ele se jogou na frente de  um carro no mesmo dia que eu disse que iria dar um banho nele. Mas isso já faz muito tempo...
Certo dia eu acordei e fui caminhando devagar até a sala. Tudo estava normal, exceto pela música de suspense que tocava ao fundo. De repente, e não mais que de repente, a câmera saiu da minha cara de incerteza e focou numa mancha de sangue no chão da sala. Criei um pouco mais de coragem e então olhei de uma vez enquanto os violinos chegavam ao ápice. Lá estava. Singelo e tranquilo. O corpo estendido no piso e algumas penas ao redor. Mal pude crer que mesmo com todo afeto e whiskas que eu dei, o Momô cedeu aos seus instintos felinos e assinou sadicamente aquele passarinho. Eu estava choque. Sentei-me indignada na frente da minha velha máquina de datilografia e redigi um artigo inteiro sobre a frieza de tal homicídio. Sabe como é... Eu queria ser jornalista e talz xD


Toda essa sucinta introdução é pra dizer que final de semana que vem tem ENEM. Eu vou lá brincar de Jogo do Milhão e testar meus conhecimentos (desculpa tosca de que não estudou). Mas o fato é que este o ano o enem não me servirá de nada. Ainda tenho 3 semestres e 1/4 de IFCE pela frente. Não tenho 18 e a faculdade é coisa pra 2012. Mas no fundo eu quero ter assunto com os meus amigos na segunda-feira, já que a grande maioria está terminando o médio esse ano e, no mundo normal, eu também deveria estar.


Isso de jornalismo era coisa da distante infância do ensino fundamental. Eu costumava me achar a miss maturidade e que não passaria por aqueles problemas de indecisão pra vestibular que o Jornal Hoje mostrava. Imagina! Eu já tinha certeza de tudo aos 13 anos. doce ilusão   Aí eu comecei a estudar informática e bateu aquela coisa "Deus, eu vou passar oito semestres estudando uma coisa que nunca me servirá de nada?" Naquela época a Elen Vila Nova, uma jornalista que eu conhecia, me mandou uns artigos dizendo que eu poderia somar tudo e que eu seria feliz. Alcalmei-me. Mas agora, quando todos estão com pelos menos três cursos em mente, eu tenho um bilhão. Tá bom, são só cinco, seis ou sete ou dez. Mas eu realmente não consigo pensar em algo que eu queria fazer por um longo tempo. Que pague bem e não seja maçante. Será que ele existe?! E aqueles oito semestres que nem acabaram ainda? Eu descobri que eu gosto de programar e de entender flip-flops. Mas não me dedico verdadeiramente. E todas as vezes que a minha mãe fala em estágios me corre o medo de começar a trabalhar e descobrir que eu não sei de nada.








Resumindo: Ano que vem o vestibular vai ser pra valer. E eu sei que vai ser divertido estudar. Mas eu tenho que escolher uma coisa que eu goste, só que nos meus sonhos não era só um bem-querer e sim uma arrebatadora paixão que ainda não apareceu. Eu juro que vou fazer os programas que Hairon passou e não ficar olhando o twitter na hora da aula. Vai que descubro ser esse meu grande amor... Por enquanto fico analisando as grades dos cursos como quem procura um amor em agência de encontro. Bye.

2 comentários:

Levi Moreira disse...

"E eu sei que vai ser divertido estudar." Sua CDF.

Morgana Gomes disse...

Mas eu penso que pode ser divertido e broxo ao pensar em quimica '-'