terça-feira, 21 de setembro de 2010

I'm hungry

Eu estou morrendo de fome e nada parece bom. E isso não é uma metáfora sobre o tédio da existência. A comida da Casa Verde não presta mais e eu não tenho mais tempo de tomar café da manhã. O meu blog está pior que nunca. Eu não sei mais falar alemão. As minhas notas estão baixas. E eu acabei de sair de uma conversa interessante no Omegle sem querer. By the way, meu inglês é uma droga. Meu computador não voltou do concerto porque eu não lembrei de ir comprar as peças. A internet do Garajal é muito ruim e eu sempre achei a Julieta uma safada. Pensa ela que eu não sei o que fez com o Romeu na primeira noite em que se conheceram. Parece que o meu contador de visitas do blog tem um vírus. Eu fico calada nas aulas do Colin e não consigo saltar direito nas aulas de vôlei. O cara que ia me ensinar escaleta quebrou a perna. Mas tanto faz, não tive tempo nem pras aulas de câmera que eu ia fazer. Que coisa mais pseudo-cult-cinéfila! Mas tudo bem. Eu supero. Tudo é só uma fase. Whatever.  Meu pai está me chamando pra jantar. Ainda bem que a comida da minha mãe ainda me acalenta. Tchau.

domingo, 19 de setembro de 2010

    O telefene tocou e o meu coração quase saiu pela boca. Meu corpo experimentou uma forte dose de adrenalina e as minhas narinas queimaram quando o ar entrou tão de repente. Corri esperando que fosse você. Eu nunca imaginei sentir isso. Sempre achei coisa de mulherzinha. E você sabe o que eu e o meu pseudo-feminismo pensamos sobre tais inseguranças. Mas simplesmente não dava pra conter a enchente de esperança que me inundou. Contudo, não era o seu número que o display mostrava. Ri de mim mesma.

    Coloquei aquele CD de rock inglês e aumentei o volume ao máximo. Há todo um prazer secreto em tomar banho e saber que estou irritando o meu vizinho com o volume do som. Um sorriso bobo escapou-me. Pensei em tanta coisa enquanto a água escorria morna pelos meus cabelos, mas principalmente, esqueci de você. Saí descalça e molhei a casa toda. Dane-se. Adoro esse tipo de transgressão. Faz com que eu pareça...diferente. Isso me fez lembrar que da última vez eu saí sem dar tchau. Você sabe como eu gosto dessas... Não, você sabe de nada. Se soubesse as coisas seriam diferentes. Uma chamada perdida. Que droga, era você.

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Ré. Achei isso nos meus rascunhos, nem lembro quando foi que eu escrevi. Mas na falta do que postar, vai isso mesmo. É . Está incompleto, eu terminei ele em outro lugar. Não está bom. Essas coisas nunca ficam boas. Só presta aquilo que eu não posso mostrar. Ah, se eu fosse um personagem de mim mesma e pudesse escrever tudo o que vejo ao meu redor sem me importar com os que os outros iam descobrir sobre mim. Afinal o que eu falo sobre mim pouco diz ao meu respeito, mas o que eu falo dos outros me entrega por completo.

Essa semana foi complicada. Muitas provas e trabalhos, mas no final das contas tudo se ajeitou. Até parece que sentiram pena de mim. E eu devia estar dormindo pra passar o domingo estudando física.  Mas estou aqui. Porque eu tenho que postar. rs; Segunda tem prova e eu queria ser uma aluna menos medíocre. Não consigo. 

Olha, eu sei que passei 80% dos meus posts dizendo que eu estava postando de improviso e que eu ia me ajeitar. É que agora está mais difícil que nunca. Eu arrumei um monte de curso pra fazer e estou empurrando eles com a barriga. Nem queria fazer isso. Mas estou fazendo, então está mais complexo do que nunca sentar pra escrever coisas de modo que as idéias saiam organizadas. Vou parar por aqui, que o Levi está reclamando que eu escrevo muito. Vamos vê se ele usa o poder da amizade, lê e comenta.



Beijos

sábado, 11 de setembro de 2010

Porque quando não tenho nada pra falar, eu falo mesmo assim.

Então, eu estava muito cansada de todo meu egocentrismo e de apresentar e representar todos esses eus que eu venho sendo. Resolvi fazer mais “cotidiano” digamos assim, basta de densidade. Vivamos a superfície do corriqueiro.
Acho que a coisa mais dia-a-dia pra mim é pegar ônibus, e essa experiência coletiva (no sentido mais literal da palavra) permitiu-me algumas observações que quero aqui dividir com vocês.


ASSENTO PREFERENCIAL
“Ceder o lugar não é um favor, mas um dever”
Eu desisti de escrever aqui, mas saibam que me causa um tipo de indgnação.
MOCHILAS
Existem mochilas que deveriam pagar passagem; a minha, por exemplo. Eu não tenho culpa de ter que carregar uma casa inteira nas costas. Sou dessas que passam o dia fora e precisam de roupas, livros, tênis e coisas assim na bolsa. Ainda pegam ônibus no horário mais contato humano que existe. Desses que você pode se soltar e não cair, já que não tem espaço pra você cair. Quando eu subo no ônibus eu já vou calculando perto de quem eu vou ficar (isso quando dá pra andar  no corredor ainda), vou reparando se a pessoa já tem coisas no colo, se tem cara de estudante que entende o meu drama, se tem cara de tiozinho simpático. Às vezes funciona, às vezes não. E o que eu acho mais engraçado é que a pessoa vê o tamanho da sua mochila e pede o seu caderno de uma matéria que está na sua mão. Por isso eu faço esforço enorme pra pôr tudo na mochila e não ter nada que eles possam pedir, além dela. Na pior das hipóteses eu tenho que colocá-la no chão, eu detesto isso, mamis disse que dá azar. De todo modo, quando eu estou sentada eu sempre peço os pacotes alheios. Faça isso também. Só não desça e esqueça a sacola com o celular e um album que você acabou de ganhar no amigo secreto com um estranho. Mesmo que ele tenha um bom coração e desça antes da parada dele só pra te entregar.

CADEIRA AO LADO

Quando você pega um ônibus vago as pessoas vão entrando e normalmente sentam em cadeiras perto da janela. Depois de certo ponto só sobram as do corredor e aí eu fico pensando, a cada um que entra, quem vai sentar ao meu lado. Porque eu seleciono (quando possível) o meu companheiro de viagem. Logo, eu imagino o que as pessoas estão pensando quando passam direto por mim. Quando eu fico com o último lugar vago, me sinto tão estranha; excluída, um ser humano pior. Não consigo explicar, mas quando, entre todas as cadeiras, sentam-se ao lado da minha eu sinto uma alegria quase indescritível.


O CORAÇÃO DAS CARTAS DOS ÔNIBUS

Eu costumo olhar todas as coisas e vê “personalidade” nelas. Principalmente em letras, número e cores. E acabo vendo em ônibus também. Então eu vou fazer um sucinta lista.

- 030 – Siqueira/Papicu/Via 13 de maio – Eu vejo como uma mulher magra, chata e mal amada.
- 029 – Parangaba/Náutico Eu vejo como um homem gordo e de bigode loiro. Um tanto simpático, mas não muito.
- 403 – Expedicionários/Centro (eu não sei o nome) Mas eu vejo ele como o um cara de uns 30 anos, com jeito de safado e tio do 413
- 413 – Expedicionários/Parangaba (vulgo parangaba-cefet) Sobrinho do  403, um garoto de uns 10 anos muito dedicado e bonitinho.
- 314 – Henrique Jorge /Centro (eu acho) – Magro, fracassado e sem graça.

Têm outros, mas agora está tarde e as minhas costas estão doendo. Ré. Muito.



experimentando, até mais.

sábado, 4 de setembro de 2010

Agora que eu abri os olhos vou voltar a sonhar.

"Don't worry about a thing,
'Cause every little thing gonna be all right."

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Hoje de madrugada eu tive muita vontade de postar e fiz um post confuso do qual não gostei nem um pouco. Não sei se alguém além da tia Rafa chegou a ler. Eu precisava dizer aquelas coisas pra perceber que não eram bem assim. Eu misturei tudo que estava pensando nos últimos dias e ninguém além de mim conseguiria entender.
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Alguns aspectos devem permanecer, como achar que o tempo perdeu suas asas. Os últimos 21 meses pareceram uma eternidade. A minha vida está bastante discrepante do que era no início do ano. 2010 chegou com muitas expectativas que eu criei enquanto voltava de Maranguape ouvindo Strokes as 1h da manhã do dia 1°. Eu não tinha muitos planos concretos, só uma estranha certeza de que tudo ficaria bem. Mas tudo já se sacudiu, já se misturou tanto que eu já não sei se o conceito de bem era aquele mesmo que eu tinha imaginado. Provavelmente não. 
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Está tudo muito confuso. 2010 merecia mais silêncio, mais introspecção e eu errei. Posso dizer que foi bom, mas agora já não tenho certeza se sinto falta. A única saudade que tenho é da fase "pseudo-cinéfila" que eu estava, de ouvir músicas bobas em português e borboletar*, dos tweets imaginários, dos post também imaginários, dos planos que eu não faço mais. De todo modo, nunca é tarde. E a certeza de que o tudo-bem virá não me deixa nunca mais.
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* Sentir borboletas no estôâmago. (essa palavra é muito legal)

See you ;*