terça-feira, 27 de julho de 2010

Pra você, que não me lê


"Quem inventou você fui eu, porém
Eu tenho que desinventar, pro bem
Preciso me livrar de tudo o que é você
Um espaço pra criar um outro alguém"

Sonhei com você esta noite. Outra vez. Esses dias eu dei pra te desenterrar. Você estava irremediavelmente azul, irritantemente azul. No sonho as pessoas desconfiavam do que eu sempre disfarcei, mas você sorria com ar de quem sempre soube. Eu dava uma desculpa qualquer fingindo não me importar. Talvez já não importasse mesmo.
"Já não vejo motivos pra um amor de tantas rugas não ter o seu lugar"

O roteirista dos meus sonhos é indiscutivelmente previsível. Fez um curta metragem pra comemorar o que aconteceu há um ano. Ele suas datas! Nós e nossas datas só minhas.

Quando eu acordei me despedi dessa parte sua que só mora em mim. O sorriso cúmplice, o olhar comprometedor. Ah esses teus olhos que me embalaram por tantas noites dançando no fundo dos meus.

Ta. Eu sei que é tudo uma ilusão. Que sou quem lança perfume sobre as flores para que elas cheirem assim. Mas nada me tira a certeza do passear na tua cabeça, a alegria de escapar da tua boca. Mesmo que isso não seja como eu quis, mesmo que isso já não valha nada.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Tanto quanto o que não fiz

Bem, eu tinha um post pra fazer. Juro que tinha. Trabalhei nele algumas madrugadas insones, que não têm sido raras nessas férias. Ia "compensar" esse quase um mês sem postar. Mas olhando pra ele hoje percebi que ainda não estava pronto, meio perdido. Ultimamente tenho dificuldade pra concatenar as idéias, não sei explicar ao certo. ré.
Estamos em Julho. Mês de férias, das minhas tão almejadas férias. Eu as quis tanto que quando chegaram não soube ao certo o que fazer. Não vi os filmes que queria ver, comecei a ler os livros pendentes agora. Deixei muito tempo correr me balançando numa rede na sala assistindo TV. Isso me lembrou um tempo aí que eu disperçava como quem lava a calçada com uma mangueira esguichando água pensando que ela não se esgotará nunca. Apesar que ficar a toa foi bom , me fez refletir sobre muitos aspectos. Blá. Percebi também que não consegui trabalhar em nenhuma das minhas estranhas metas. Mas o ano ainda não acabou, ainda há esperanças pro tal do segundo semestre.

Juro que volto em breve.