domingo, 9 de maio de 2010

Pra não dizer que não falei em flores.

Bem, quinta-feira passada, como alguns devem saber, foi meu aniversário. Desde que eu comecei a escrever esse Blog eu esperava especialmente por esse dia. Normalmente eu fico bastante "falante" nessa época do ano. E doente também. Eu sei que eu fico doente o ano todo, por assim dizer, mas nas vésperas do meu aniversário eu desenvolvo todo tipo de enfermidade; bronquite, conjuntivite, crise de rinite e todas as outras coisas com “ite” que você poder imaginar. A verdade é que eu devia ter escrito todas as coisas sobre completar 17 anos quando eu ainda figurava os 16, porque as palavras têm escapulido de mim. O fato é que eu tenho escrito uma porção de coisas, mas logo em seguida eu as descarto. Mas talvez aquela minha crise de “estou ficando Old” e o surto sobre adolescência de posts atrás já tenham sido reflexos sobre essa mudança etária.
            No dia que em que você troca de idade um monte de gente chega e pergunta “E aí, como você se sente com x anos?”. Normalmente eu me sinto do mesmo jeito que eu me sentia um, dois, três dias antes. Do mesmíssimo jeito. Mudar de idade é que nem mudar de era na história. Ninguém acordou um dia e falou “Caramba! Até ontem estávamos na idade moderna, agora o mundo acordou na era contemporânea”. Só vieram perceber isso tempos depois, e é assim com a idade também. Você acorda e sabe que tem 17 anos. E nossa! São 17 anos! Você já fez uma porção de coisas, sua mãe nem sabe de umas e acha que você fez coisas que nem fez. Mas é muito tempo! Daqui a pouco você pode dirigir, ser preso, entrar nas boates, ter orkut piada da Morgana e coisas assim. Mas no dia 6 eu acordei a mesma que acordou dia 5. Talvez com menos dores, ou talvez com mais rugas, mas a mesma. Porém não foi essa Mauany que acordou no dia 6 de maio de 2009.  Toda maravilhada com os 16 anos, marcando Pizza com a galera. Feliz com a vida de P2, estudando muito Física pra não ir mais uma vez pra prova final do Célio Normando, adorando o cantinho “inóspito”, feliz com as provas de Alemão, a vida era outra.
            Ok. 17 anos, não vou fugi de casa às sete horas da manhã do dia errado, não deixei pra trás os pais e o namorado. Não vou votar, porque adiei tanto tirar o título que ficou tarde demais, vou reprovar em Biologia por chegar tantas vezes atrasada, tenho resgatado algumas amizades, estragado outras, ouvido todas as músicas da Biblioteca do media player que até então não tinham sido executadas, achado tudo menos encantado, mas ainda achando a vida digna de um seriado.





Até breve.

3 comentários:

Levi Moreira disse...

Pra alguemque acha que as coisas não mudarammuito até que elas mudaram mesmo. Apesar de o aniversário nãoser muita mudança de umdia pro outro, ele é uma gigantesca diferença de um ano pro outro. E isso é notável. Gostei bastante do teu post, e como eu não te dei parabéns pelo orkut aqui vai os parabéns virtuais.
PARABÉNS!

Robério Marques disse...

Palmas - plac, plac, plac...
O bom de tudo é que sentimos a nossa evolução, ou a nossa regreção, sei lá novamente ( nunca sei das coisas que falo ¬¬').
O que importa é sempre caminhar né? E de vez em quando olhar para trás sim e se perguntar: Cara, como eu conseguia ser daquele jeito? Como eu ouvia aquela porcaria de música? Como eu me apaixonei por aquele idiota?.... blá blá blá.
Como você disse, não percebemos as mudanças de um dia pro outro (quando eu decido arrumar meu quarto é uma exceção.. kkkkkkkkk)... Tempo é o coadjuvante e chega, meu comentário vai ficar maior que o post é? rsrs
Abração Gabi...

Morgana Gomes disse...

profundo.
(pensei em milhões de coisas.. mas to babando de sono, nem quero digitar)