sexta-feira, 30 de abril de 2010

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Aqui ou acolá eu me pego pensando sobre viagens no tempo, mas eu lembro que é uma completa inutilidade esse tipo de pretensão. Ano passado mesmo eu escrevi algo como “se eu pudesse voltar no tempo tentaria fazer tudo o mais parecido possível. Já que na primeira atitude diferente eu me depararia com o desconhecido outra vez”. Mas no mesmo texto, eu escrevi: “Só teria uma coisa pela qual valeria à pena tentar o desconhecido.”  Hoje eu sei que nada valeria a pena.
Eu sempre tive em mim a idéia de que uma escolha muda tudo, um segundo faz toda a diferença. Eu sempre achei que pra cada maneira de fazer uma coisa havia o seu próprio resultado.  Ontem eu precisava muito chegar em casa logo, então depois da aula corri até o Benfica pra pegar o ônibus pro Maracas City. Porém, contudo, todavia, entretanto, eu estava com Levi e o mesmo quis passar na UFC pra falar com uma amiga. E por causa de um minuto a mais na UFC eu vi o meu ônibus passar por mim antes de eu atravessar a rua. Que droga! Um minuto antes e eu estaria a caminho de casa feliz e segura no ônibus legal que tinha até ar-condicionado. Eu fiquei muito chateada com isso. *cara de enjoada* Mas aí um colega que ia pegar o mesmo ônibus aparece e diz:” Pois é, eu o vi passando. Dei sinal, mas ele foi pelo outro lado e nem parou pra mim.” Ou seja, mesmo que eu estivesse chegado meio minuto antes e atravessando a rua eu também não teria pego o ônibus. Independente das escolhas, o resultado foi o mesmo.  Não estava totalmente em minhas mãos se eu ia pegar aquele coletivo ou não. E isso me fez relembrar todos os “SEs” que eu já pensei. E se eu não tivesse ido embora, e se eu tivesse ligado em vez de esperar em casa e se... E se, independente do que eu tivesse feito, as coisas tivessem o mesmo resultado? Eu não estou dizendo que nós não fazemos nossas escolhas de fato, e que o “destino” foi uma escrito numa pedra e não importa o que façamos nada pode mudar.  Mas às vezes seria aquilo porque não era pra ser outra coisa. Apesar de você achar que sim, na verdade tudo o que te esperava no final era aquilo. E só.
Nós nos apegamos muito aos resultados, aos fins, sem nos dar conta que na maioria das vezes as nossas escolhas são apenas os meios. Aproveite o caminho, essa é a melhor parte da viagem.


terça-feira, 27 de abril de 2010

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Sofro de um mal chamado adolescência.

 É isso que me deixa assim, tão incerta de tudo. Que me impede de assassinar tudo o que escrevo, essa insegurança pintada de timidez. É isso que me deixa tão dramática, achando que tudo é o fim do mundo. Que se eu não fizer isso agora, não farei nunca mais. É numa pasta com esse nome que vou guardar os meus maiores arrependimentos. 
Mesmo eu tendo querido inverter e deixado para vivê-la em outro espaço, não deu. Ela me arrastou como as ondas imperceptíveis que te arrastam quando se está no mar. Você percebe que sua referência está um tanto deslocada, mas no mar da pra caminhar e voltar pro ponto. O tempo não anda pra trás. 
Claro que ela tem o seu doce, a felicidade clandestina. De poder rir, cantar alto com os amigos no ônibus e todos entenderam a demência chamando-a de adolescência. Ela é uma pré-requisito pra vida toda. Se você não passar por algumas coisas, lá na frente vai acabar bancando o adolescente tardio, e isso não é nem um pouco feliz.
Já me disseram inúmeras vezes que esses são os melhores anos da sua vida. Isso me assusta um bocado. Quer dizer que os melhores anos da vida de alguém é quando ele está afundado num poço de incertezas? É quando o jogam as feras contemporâneas e não menos cruéis que ele próprio? É divertido observar a selva, mas é bem difícil viver nela. Ainda mais se estiver sozinho, por isso que sempre andamos em bando. Assim nos sentimos fortes o suficiente pra rir dos outros e chorar nos ombros próximos. Nos sentimos aceitos e compreendidos. Mas às vezes para isso temos que nos pintar tal qual. Assim os pelos são tosados, ou não, e coloridos de cores que gritem pra os outros de que tribos somos.
Sabe qual a melhor jaula pra observar tais feras? Uma que chamam de escola. Lá é o manicômio onde conhecemos e nos aproximamos de vários dos dementes que farão parte da nossa cruzada complicada em busca do futuro. É lá que nos "educam". Nos tratam como crianças grandes. Dizem que temos que tomar decisões e escolhermos o que faremos no resto da vida. Mas como?
É nessa época também que nos tornamos números. Nos dão RGs, CPFs, dizem que podemos escolher nossos representantes, dirigir e tudo mais. É muita informação ao mesmo tempo. Por isso que alguns quebram. Nem todos conseguem passar por aqui de queixo erguido. E alguns gostam tanto que jamais saem. "A juventude é a embriaguês sem vinho."
Sinceramente, apesar de tudo, não sei se tenho me embriagado o suficiente. Mas posso dizer que, de modo geral, todos os meus dramas e incertezas foram divertidos. Que é doce se arrepender. Que é bom tentar. Já posso dizer também que você não é tão maduro quanto imagina e que é bom não querer bancar o adulto o tempo todo. Liberte-se. Vista o que quiser. Você acaba sendo aquilo que mostra, pelo menos pros outros. Ouça o que quiser também. Não tenha medo de assumir que ouve e até dança Parangolé no quarto, se for isso que te faz feliz. Não seja como um líquido, que se adapta a qualquer recepiente que chamam de companhias. Mas também não seja tão sólido a ponto de se tornar intagrável. Procure a gelatina, sei lá. Banque o Cult/Indie/Nerd. Essa é a onda do momento, manolo. Não faça sentido. A metáfora, não necessariamente, precisa ser entendida. Faça um blog, diga que ele vai ser uma porcaria, seja clichê. 




O título do post venho desse twitter: ilooklikeshit.


Até o próximo surto.
 


quarta-feira, 14 de abril de 2010

Eu desenho bem que só no Paint! -nnnnnnnnnn

Só pra atualizar xD




UPDATE:

*Por que esse post recebe tantas visitas?! Você que veio aqui, me explique porque.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Meu blogue Imaginário está bombando.

Caramba, quando eu tava procurando um nome pra esse Blog não poderia ter achado um nome mais apropriado. Eu só imagino as coisas e nunca posto. Tinha separado uma imagem "só o mii" pra postar na Páscoa e esqueci.. A páscoa passou e nunca mais fará sentido. Apesar que minha tia disse que a páscoa se estende por 40 dias que vão até não sei quando. Mas a hipocrisia comemoração em si foi só até domingo e finish. Mas eu vou aproveitar que são bem tarde da noite e minha mãe ficaria puta chateada em me ver acordada {esse clima de peringon me anima a postar coisas}pra postar uns retalhos que eu lembro agora.


Estou ficando old.
Tem um tempinho, por assim dizer, que eu passei dos 15. Eu achava esse drama de "passei dos 15" bem meia idade. Mas é verdade, você chega nos 16 (apesar de todo o charme dos 16) vem a dor nas costas, a falta de memória e coisas pós-15. Mas quando se está quase com 17 é que ataca o espírito "AAHHH TO VELHAAAA"
Outro dia eu estava feliz indo de ônibus pra escola quando uma garota loira, de argolas e maquiada sentou-se ao meu lado. Eu tenho um certo preconceito com garotas loiras, de argola e maquiadas. Mas eu senti uma vontade imensa de falar com ela quando vi que ela fazia um preparatório pra entrar no IFCE. O que quer dizer que além de loira, de argolas e maquiada ela devia ter 13 ou 14 anos. Enfim, vesti a máscara social e puxei assunto. blablablá o meu curso é o melhor blablablá todo mundo queria ter feito edificações blablablá.Minha parada chegou e eu me despedi da minha amiguinha e nem perguntei o nome dela. Caminhei feliz lembrando de como é divertido falar com estranhos no ônibus e talz.
Como nós pegamos o mesmo ônibus era provável que nos escontrassemos de novo qualquer dia. E foi o que aconteceu. Foi meio estranho, não é todo dia que eu levo a máscara social na bolsa. Mas ela sentou-se do meu lado e eu dei um oizinho educado. Ela falou "oi mulher" e eu ri simpática. A menina toda legal inventou uns assuntos e fomos conversando até a reitoria. Nem foi tão difícil. Mas a diaba tinha que dizer "Quantos anos tu tem?" Eu nunca me senti tão velha em toda minha imensa vida '-' Eu beirando os 17 respondi "16". Sim, eu vou ser dessas que vai mentir a idade quando estiver velha. E sim, a velhice chega junto com os 25. 
Todo esse drama na verdade é porque eu tenho inveja dessas pessoas sub-15 que já estão pelo mundo sendo felizes. Eu achava um máximo ter 13 e virar a noite fora na balada. E da inexperiência pra pegar ônibus e das 'pseudo-aventuras' que eu me metia. E eu estava lendo o blog de um carinha aí que deixou de ser sub-15 dia desses que é muito phodinha. E me senti culpada por ele ser tão legal. Ele não pode ser legal se ele nasceu depois de 1993. É quase como se eu sentisse a minha "geração" ser destronada do posto de mais cool.
A verdade é que eu já não ouço "nossa, como ela cresceu". Agora eu digo "nossa, como ela cresceu e como eu tou velha".


PS: Meu curso é informática. E é o melhor .-.

Oi! Tudo Bom? Novidades?

Sim, eu tuitei sobre isso. Mas eu ainda não superei toda a raiva das pessoas do meu msn que chegam dizendo isso. Em um milhão de anos de msn eu colecionei o número de 180 contatos. Não deve ser muito, e qualquer um deve ter bem 5476430 contados dos quais 1298 estão on line todo tempo. Eu nem me importo porque na verdade você não deve falar nem com 10% e até melhor que não fale se não tem assunto.
Isso de "Tudo Bom" é algo que me incomodou a vida inteira. É que nem quando minha mãe passa pelo homem da bodega da esquina e diz "Oba, Seu Iel!" e o homem devolve "Oba!". Mas pelo menos num é "tudo bom". Eu sei que tudo é uma mera convenção social. Afinal quando você passar com uma velocidade de 2 m/s por outro cidadão numa calçada com outros transeuntes e você diz "tdb?" na verdade você está dizendo "olha só, nós nos conhecemos mais ou menos de vista, nem temos assunto, eu nem tenho tempo pra te ouvir mesmo que tivéssemos e eu quero só manter o contato pra caso um dia eu precise falar algo sério com você" de maneira abreviada. E o outro responde "tudo" no modo automático que traduzindo quer dizer "aham, eu entendo. Vou te responder pra manter esse contato pra futuras necessidades". E dependendo da pessoa ainda sai falando mal um do outro.
Mas voltando ao msn... Eu detesto quem chega dizendo: Tudo bom? Sinceramente, existe esse estado de espírito chamado "tudo bom"? Eu sou pessimista e não o conheço. Sempre haverá uma coisa má ocorrendo pra impedir que o tudo esteja bom. Pergunte: "E como que estão as coisas?", "Méquitá?", "E a vida?" ou talvez arrume uma coisa mais legal pra dizer. Talvez: Haw, eu nem tenho nada pra falar, mas queria te dar um oi. Ou algo legal, sei lá. 
E o "novidades?". Essa daí é perdoável se a pessoa te conhece ou quer saber de um assunto "x". Mas vem uma criatura que você nem sabe como chegou na lista de contatos, que provavelmente só tem você online, pra perguntar "novidades?". :@ Eu detesto isso, sério.
Se alguém leu isso provavelmente tem um milhão de argumentos pra defender o ato de dizer "tudo bom" ou não. Deixe sua opinião, pls mas se não quiser não tem problema. Eu ainda não pensei bem sobre isso. Só estou revoltada mesmo.








Sessão Guarda-Chuva


                                            


              


xxx