domingo, 24 de janeiro de 2010

Aponta pra fé e rema...

Eu estou achando deveras feliz isso de ter um blog e pensar em todos as postagens que eu gostaria de fazer. Já tive várias idéias, mas até agora achei todas inviáveis e sinto que não passarão de planos. E acho que o mais difícil pra mim é fazer o bendito segundo post. Porque o primeiro é meio aquilo de apresentação e blablablás. Na verdade eu não tenho idéia do que eu quero falar, mas eu sei que eu preciso postar algo para não deixá-lo morrer. Como não tem, necessariamente, um tema do que eu trate vou por "qualquer coisa" e ser feliz. xD
        Então aqui vai um textinho que eu fiz em mais uma tarde ao som de Los Hermanos.


        O vento soprou naquela tarde de Primavera e a Flor caiu no colo da moça Morena. Sentado num banco de praça com seu Sapato Novo tendo uma Conversa de botas batidas com o Retrato pra Iaiá viu que era apenas um Sentimental. E pedia para a vida: Tenha dó de mim e de minhas Lágrimas sofridas, que sou só um Cara estranho que perdeu o seu chaveiro de Pierrot e que tem estado Tão sozinho nesses Onze dias Sem ter você. Que em vez de Fingir na hora rir e pergunta se terá sido esse seu Último romance e se encontrará um Outro Alguém com quem poderá olhar Os pássaros em Paquetá.
        Agora olhava O velho e o moço que conversavam felizes perto da árvore grande e coberta de flores. Perguntava-se De onde vem a calma daqueles dois. E quando se perdeu olhando o Horizonte Distante viu Um par de belas moças se aproximando. Conhecia bem aquelas duas faces, a alta e com o vestido florido era Aline e A outra de jeans azul e blusa lilás era Bárbara, amigas de longa data do rapaz que observava a praça e suas adjacências.


Bom dia! Quer um pedaço de crepe de Romeu e Julieta? – Indagou Bárbara.
Um riso escapuliu dos lábios finos de Jorge.
– Só você mesmo para me fazer rir uma hora dessas. – Disse.
– Não É de lágrima que se vive à vida – Completou Aline.
– Talvez seja quando você perde um amor tão grande como o que eu tinha. “Quem sabe o que é ter e perder alguém sente a dor que eu senti”.
Veja bem meu bem, perder um amor tão Incondicional quanto o seu deve doer muito – disse Bárbara após engolir o último pedaço de crepe – mas um dia essa dor Vai Embora. Espera passar um tempo, Deixa o verão chegar e você verá como tudo parecerá melhor, mesmo sem ter Lisbela com você.
Pois é, tudo irá melhorar. Assim como o amor, nem uma dor dura para sempre. Todo carnaval tem seu fim. – sorriu Aline.
Tá bom – concordou Jorge – vou tentar esquecer aquele “Adeus você que eu ouvi e ver a vida mais suave, como se eu estivesse em um daqueles Dois barcos que deslizam no laguinho.
As duas meninas sorriram e agora os três olhavam pro laguinho que Fez-se mar.
Jorge levantou-se repentinamente e disse:
– Hei, obrigado pela companhia. Mas agora eu já vou.
– Vá, mas vê se não se esconde no Primeiro Andar daquela Casa pré-fabricada em que você mora. – falou Bárbara.
– Ah! Liga pra Anna Júlia, ela também está preocupada com você. – completou Aline mais uma vez.
– Pode deixar. Aproveito e peço pra ela me mandar Mais uma canção daquelas que me fazem tão bem.
Com abraços quentes ele se despediu das moças e se afastou com passos compassados e um sorriso torto.


Até.

3 comentários:

Morgana disse...

"– Tá bom – concordou Jorge – vou tentar esquecer aquele “Adeus você” que eu ouvi e ver a vida mais suave, como se eu estivesse em um daqueles Dois barcos que deslizam no laguinho. "


São coisas tão simples, mas me tiram o fôlego. s

Fabrícia disse...

"Do Lado de Dentro" eu vejo a minha melhor amiga arrasando nesse blog. Adorei demais essa dos LH *-*

May Viana disse...

Que vontade incontrolável que me deu de ouvir LH agora.

Tá, vou ouvir...

Bjsmeliga!!!