sábado, 25 de dezembro de 2010

Post Clandestino.

Eu poderia falar sobre o que não foi o Natal ou do meu nariz entupido. Talvez dos filhotes da minha gata, de como é bacana estar de férias e como é ruim ainda não ter feito nada demais, de não saber, se nesse caso, o "demais" é junto ou separado. Quem sabe uma introdução imensa sobre não postar nada por quase dois meses. De me queixar que só a Morgana é que sentiu falta, pra ver se alguém aparece pra levantar minha moral. Uma retrospectiva de 2010, porém com  o ânimo que eu estou só conseguiria lembrar de tudo o que eu não fiz. De todo modo, um lado de mim iria lembrar do que aconteceu de especial. "Sabia que o seu tapete persa chegou da índia ontem?" De ver Los Hermanos depois de anos ouvindo e reouvindo tudo mais uma vez. Que procrastinar foi a palavra mais dançante de 2010 e que de verão em verão fui deixando a vida pra mais tarde. Mas talvez ainda fale, é que parece um bom título. Falar de como foi legal excluir um monte de gente do orkut, só pra disfarçar a vontade que eu tenho de exclui-lo. Das decepções, das pessoas que só estão nos retratos. Falar do efêmero, falar do medo do medo que dá, ou então de não ter turma pro alemão outra vez. WEEE '-' Perguntar se alguém sabe como reativar a fábrica de sonhos que havia em mim. O pior de tudo é não sonhar mais. Quem quer o possível nunca fará nada. Tornei-me prática e assim chata. Mas chata sempre fui. Poderia eu falar de mim. Poderia falar dos outros. tenho que ir

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Você está certo disso?

Eu tive um gato. Ele era a coisa mais fofa do mundo. Grande, gordo e amarelo. O nome dele era Momô. Ele se jogou na frente de  um carro no mesmo dia que eu disse que iria dar um banho nele. Mas isso já faz muito tempo...
Certo dia eu acordei e fui caminhando devagar até a sala. Tudo estava normal, exceto pela música de suspense que tocava ao fundo. De repente, e não mais que de repente, a câmera saiu da minha cara de incerteza e focou numa mancha de sangue no chão da sala. Criei um pouco mais de coragem e então olhei de uma vez enquanto os violinos chegavam ao ápice. Lá estava. Singelo e tranquilo. O corpo estendido no piso e algumas penas ao redor. Mal pude crer que mesmo com todo afeto e whiskas que eu dei, o Momô cedeu aos seus instintos felinos e assinou sadicamente aquele passarinho. Eu estava choque. Sentei-me indignada na frente da minha velha máquina de datilografia e redigi um artigo inteiro sobre a frieza de tal homicídio. Sabe como é... Eu queria ser jornalista e talz xD


Toda essa sucinta introdução é pra dizer que final de semana que vem tem ENEM. Eu vou lá brincar de Jogo do Milhão e testar meus conhecimentos (desculpa tosca de que não estudou). Mas o fato é que este o ano o enem não me servirá de nada. Ainda tenho 3 semestres e 1/4 de IFCE pela frente. Não tenho 18 e a faculdade é coisa pra 2012. Mas no fundo eu quero ter assunto com os meus amigos na segunda-feira, já que a grande maioria está terminando o médio esse ano e, no mundo normal, eu também deveria estar.


Isso de jornalismo era coisa da distante infância do ensino fundamental. Eu costumava me achar a miss maturidade e que não passaria por aqueles problemas de indecisão pra vestibular que o Jornal Hoje mostrava. Imagina! Eu já tinha certeza de tudo aos 13 anos. doce ilusão   Aí eu comecei a estudar informática e bateu aquela coisa "Deus, eu vou passar oito semestres estudando uma coisa que nunca me servirá de nada?" Naquela época a Elen Vila Nova, uma jornalista que eu conhecia, me mandou uns artigos dizendo que eu poderia somar tudo e que eu seria feliz. Alcalmei-me. Mas agora, quando todos estão com pelos menos três cursos em mente, eu tenho um bilhão. Tá bom, são só cinco, seis ou sete ou dez. Mas eu realmente não consigo pensar em algo que eu queria fazer por um longo tempo. Que pague bem e não seja maçante. Será que ele existe?! E aqueles oito semestres que nem acabaram ainda? Eu descobri que eu gosto de programar e de entender flip-flops. Mas não me dedico verdadeiramente. E todas as vezes que a minha mãe fala em estágios me corre o medo de começar a trabalhar e descobrir que eu não sei de nada.








Resumindo: Ano que vem o vestibular vai ser pra valer. E eu sei que vai ser divertido estudar. Mas eu tenho que escolher uma coisa que eu goste, só que nos meus sonhos não era só um bem-querer e sim uma arrebatadora paixão que ainda não apareceu. Eu juro que vou fazer os programas que Hairon passou e não ficar olhando o twitter na hora da aula. Vai que descubro ser esse meu grande amor... Por enquanto fico analisando as grades dos cursos como quem procura um amor em agência de encontro. Bye.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Voltei com medo que você tivesse ido embora.

Hoje eu vim sentada à janela. E olhei a vida que passava a no máximo 60 km/h. Lá fora eles eram tão diferentes de mim e eu já não tinha a certeza de quem estava certo. Eles pareciam felizes, mas é que a felicidade tem um conceito tão amplamente abstrato. É ser babaca no sentido agradável da palavra. Que também varia. Eu já não entendi nada, só não quis ser feliz daquele modo. Aliás, já não pude.      




             Eu estava há seis minutos olhando pra esse editor sem conseguir pensar em nada atraente pra escrever. É o velho bloqueio criativo (que devia ser de fato o título deste blog). Eu já me deparei com ele várias vezes e a melhor maneira de vencê-lo sempre foi tirando a folha do branco. Sujando de tinta o vazio. Então vamos lá.
             Eu voltei a viver. E isso é incrível. Em menos de 15 dias eu fiz várias coisas ultramemoráveis. Entre elas, fui ao show do Los Hermanos no Ceara Music.  Isso foi muito especial pra mim, ou ao menos deveria ter sido . LH é, sem dúvida, uma das minhas bandas favoritas ever. É um tanto complicado admitir isso, afinal a quantidade de fãs babacas torna isso constrangedor. Mas é um fato. O último CM que eles tocaram foi o primeiro que eu fui, mas eu não vi o show e desisti de falar sobre isso.
             Também tenho tido menos provas. Tenho matado algumas aulas pra abrir minha correspondência e descobrir toda a alegria selada que há lá. O alemão está me fazendo tão feliz e o inglês voltou a ser o que era. O enem está chegado e isso não vai ser tão importante quanto eu imaginava que seria quando eu tinha uns 12 anos. NADA tem sido como eu imaginava  quando eu tinha 12. Os últimos 2 meses pareceram muito mais tempo e eu só me dei conta disso agora. Lá fora estão preparando coisas pro natal. Bateu um sono muito rápido e o último parágrafo foi escrito muitos minutos depois dos dois primeiros.  O raciocínio mudou. Desculpem se não fizer sentido. Mas eu já disse que desisti disso mesmo.



          
 
 *alguém, em algum lugar, ama você


... E por voltar tenho medo que você realmente vá.


Hoje é aniversário do Renan. Beijos pra ele ;*


à plus.

sábado, 16 de outubro de 2010

Saiba: Todo mundo teve infância...

...Maomé já foi criança
Arquimedes, Buda, Galileu
e também você e eu.




Sim. Isso é um post atrasado, mas eu não tenho nem vida, imagine tempo pra postar.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

I'm hungry

Eu estou morrendo de fome e nada parece bom. E isso não é uma metáfora sobre o tédio da existência. A comida da Casa Verde não presta mais e eu não tenho mais tempo de tomar café da manhã. O meu blog está pior que nunca. Eu não sei mais falar alemão. As minhas notas estão baixas. E eu acabei de sair de uma conversa interessante no Omegle sem querer. By the way, meu inglês é uma droga. Meu computador não voltou do concerto porque eu não lembrei de ir comprar as peças. A internet do Garajal é muito ruim e eu sempre achei a Julieta uma safada. Pensa ela que eu não sei o que fez com o Romeu na primeira noite em que se conheceram. Parece que o meu contador de visitas do blog tem um vírus. Eu fico calada nas aulas do Colin e não consigo saltar direito nas aulas de vôlei. O cara que ia me ensinar escaleta quebrou a perna. Mas tanto faz, não tive tempo nem pras aulas de câmera que eu ia fazer. Que coisa mais pseudo-cult-cinéfila! Mas tudo bem. Eu supero. Tudo é só uma fase. Whatever.  Meu pai está me chamando pra jantar. Ainda bem que a comida da minha mãe ainda me acalenta. Tchau.

domingo, 19 de setembro de 2010

    O telefene tocou e o meu coração quase saiu pela boca. Meu corpo experimentou uma forte dose de adrenalina e as minhas narinas queimaram quando o ar entrou tão de repente. Corri esperando que fosse você. Eu nunca imaginei sentir isso. Sempre achei coisa de mulherzinha. E você sabe o que eu e o meu pseudo-feminismo pensamos sobre tais inseguranças. Mas simplesmente não dava pra conter a enchente de esperança que me inundou. Contudo, não era o seu número que o display mostrava. Ri de mim mesma.

    Coloquei aquele CD de rock inglês e aumentei o volume ao máximo. Há todo um prazer secreto em tomar banho e saber que estou irritando o meu vizinho com o volume do som. Um sorriso bobo escapou-me. Pensei em tanta coisa enquanto a água escorria morna pelos meus cabelos, mas principalmente, esqueci de você. Saí descalça e molhei a casa toda. Dane-se. Adoro esse tipo de transgressão. Faz com que eu pareça...diferente. Isso me fez lembrar que da última vez eu saí sem dar tchau. Você sabe como eu gosto dessas... Não, você sabe de nada. Se soubesse as coisas seriam diferentes. Uma chamada perdida. Que droga, era você.

__________________________________________________________

Ré. Achei isso nos meus rascunhos, nem lembro quando foi que eu escrevi. Mas na falta do que postar, vai isso mesmo. É . Está incompleto, eu terminei ele em outro lugar. Não está bom. Essas coisas nunca ficam boas. Só presta aquilo que eu não posso mostrar. Ah, se eu fosse um personagem de mim mesma e pudesse escrever tudo o que vejo ao meu redor sem me importar com os que os outros iam descobrir sobre mim. Afinal o que eu falo sobre mim pouco diz ao meu respeito, mas o que eu falo dos outros me entrega por completo.

Essa semana foi complicada. Muitas provas e trabalhos, mas no final das contas tudo se ajeitou. Até parece que sentiram pena de mim. E eu devia estar dormindo pra passar o domingo estudando física.  Mas estou aqui. Porque eu tenho que postar. rs; Segunda tem prova e eu queria ser uma aluna menos medíocre. Não consigo. 

Olha, eu sei que passei 80% dos meus posts dizendo que eu estava postando de improviso e que eu ia me ajeitar. É que agora está mais difícil que nunca. Eu arrumei um monte de curso pra fazer e estou empurrando eles com a barriga. Nem queria fazer isso. Mas estou fazendo, então está mais complexo do que nunca sentar pra escrever coisas de modo que as idéias saiam organizadas. Vou parar por aqui, que o Levi está reclamando que eu escrevo muito. Vamos vê se ele usa o poder da amizade, lê e comenta.



Beijos

sábado, 11 de setembro de 2010

Porque quando não tenho nada pra falar, eu falo mesmo assim.

Então, eu estava muito cansada de todo meu egocentrismo e de apresentar e representar todos esses eus que eu venho sendo. Resolvi fazer mais “cotidiano” digamos assim, basta de densidade. Vivamos a superfície do corriqueiro.
Acho que a coisa mais dia-a-dia pra mim é pegar ônibus, e essa experiência coletiva (no sentido mais literal da palavra) permitiu-me algumas observações que quero aqui dividir com vocês.


ASSENTO PREFERENCIAL
“Ceder o lugar não é um favor, mas um dever”
Eu desisti de escrever aqui, mas saibam que me causa um tipo de indgnação.
MOCHILAS
Existem mochilas que deveriam pagar passagem; a minha, por exemplo. Eu não tenho culpa de ter que carregar uma casa inteira nas costas. Sou dessas que passam o dia fora e precisam de roupas, livros, tênis e coisas assim na bolsa. Ainda pegam ônibus no horário mais contato humano que existe. Desses que você pode se soltar e não cair, já que não tem espaço pra você cair. Quando eu subo no ônibus eu já vou calculando perto de quem eu vou ficar (isso quando dá pra andar  no corredor ainda), vou reparando se a pessoa já tem coisas no colo, se tem cara de estudante que entende o meu drama, se tem cara de tiozinho simpático. Às vezes funciona, às vezes não. E o que eu acho mais engraçado é que a pessoa vê o tamanho da sua mochila e pede o seu caderno de uma matéria que está na sua mão. Por isso eu faço esforço enorme pra pôr tudo na mochila e não ter nada que eles possam pedir, além dela. Na pior das hipóteses eu tenho que colocá-la no chão, eu detesto isso, mamis disse que dá azar. De todo modo, quando eu estou sentada eu sempre peço os pacotes alheios. Faça isso também. Só não desça e esqueça a sacola com o celular e um album que você acabou de ganhar no amigo secreto com um estranho. Mesmo que ele tenha um bom coração e desça antes da parada dele só pra te entregar.

CADEIRA AO LADO

Quando você pega um ônibus vago as pessoas vão entrando e normalmente sentam em cadeiras perto da janela. Depois de certo ponto só sobram as do corredor e aí eu fico pensando, a cada um que entra, quem vai sentar ao meu lado. Porque eu seleciono (quando possível) o meu companheiro de viagem. Logo, eu imagino o que as pessoas estão pensando quando passam direto por mim. Quando eu fico com o último lugar vago, me sinto tão estranha; excluída, um ser humano pior. Não consigo explicar, mas quando, entre todas as cadeiras, sentam-se ao lado da minha eu sinto uma alegria quase indescritível.


O CORAÇÃO DAS CARTAS DOS ÔNIBUS

Eu costumo olhar todas as coisas e vê “personalidade” nelas. Principalmente em letras, número e cores. E acabo vendo em ônibus também. Então eu vou fazer um sucinta lista.

- 030 – Siqueira/Papicu/Via 13 de maio – Eu vejo como uma mulher magra, chata e mal amada.
- 029 – Parangaba/Náutico Eu vejo como um homem gordo e de bigode loiro. Um tanto simpático, mas não muito.
- 403 – Expedicionários/Centro (eu não sei o nome) Mas eu vejo ele como o um cara de uns 30 anos, com jeito de safado e tio do 413
- 413 – Expedicionários/Parangaba (vulgo parangaba-cefet) Sobrinho do  403, um garoto de uns 10 anos muito dedicado e bonitinho.
- 314 – Henrique Jorge /Centro (eu acho) – Magro, fracassado e sem graça.

Têm outros, mas agora está tarde e as minhas costas estão doendo. Ré. Muito.



experimentando, até mais.

sábado, 4 de setembro de 2010

Agora que eu abri os olhos vou voltar a sonhar.

"Don't worry about a thing,
'Cause every little thing gonna be all right."

'
'
Hoje de madrugada eu tive muita vontade de postar e fiz um post confuso do qual não gostei nem um pouco. Não sei se alguém além da tia Rafa chegou a ler. Eu precisava dizer aquelas coisas pra perceber que não eram bem assim. Eu misturei tudo que estava pensando nos últimos dias e ninguém além de mim conseguiria entender.
'
'
Alguns aspectos devem permanecer, como achar que o tempo perdeu suas asas. Os últimos 21 meses pareceram uma eternidade. A minha vida está bastante discrepante do que era no início do ano. 2010 chegou com muitas expectativas que eu criei enquanto voltava de Maranguape ouvindo Strokes as 1h da manhã do dia 1°. Eu não tinha muitos planos concretos, só uma estranha certeza de que tudo ficaria bem. Mas tudo já se sacudiu, já se misturou tanto que eu já não sei se o conceito de bem era aquele mesmo que eu tinha imaginado. Provavelmente não. 
'
'
Está tudo muito confuso. 2010 merecia mais silêncio, mais introspecção e eu errei. Posso dizer que foi bom, mas agora já não tenho certeza se sinto falta. A única saudade que tenho é da fase "pseudo-cinéfila" que eu estava, de ouvir músicas bobas em português e borboletar*, dos tweets imaginários, dos post também imaginários, dos planos que eu não faço mais. De todo modo, nunca é tarde. E a certeza de que o tudo-bem virá não me deixa nunca mais.
'  
'
* Sentir borboletas no estôâmago. (essa palavra é muito legal)

See you ;*


segunda-feira, 16 de agosto de 2010

I can't remember why I'm here

Um dia eu acordei e as coisas estavam diferentes. Era simplesmente um Eu que eu não lembrava quando tinha chegado, mas já tinha tomado conta de tudo. E era bom. Era engraçado e sincero. Mas que horas mesmo foi que esse Eu chegou? Não sei. Juro que não lembro. Talvez eu estivesse deixando de ser aos poucos e de repente, quando me dei conta, já não era mais a mesma. E isso já faz tanto tempo. Mas sei que em algum lugar entre céu e o mar moram todos esses Eus. Todos sendo.
Mas aí uns ou outros vem fazer uns posts estranhos que deixam essa compilação de Eus, que vocês conhecem por mauany, gabi, ou coisas assim, com fama de romântica/depressiva. Mas está tudo bem.
Hoje é que começa de vez a minha vida de segundo semestre. Alemão \o/ Eu passei esse ano inteiro prometendo que ia revisar e as aulas começam hoje e eu não lembro nem como constrói uma frase. Ré. Mas eu vou gostar muito dessa aula, eu espero. De todo modo, essa segunda parte do ano está indo bem. Não deve ter toda a emoção que eu espero que tenha. Porque aí é um pouquinho mais do que cabe. Mas se a minha professora da cultura me deixa assistir aula  mais cedo eu já vou ficar feliz. quem se importa?
Então, no fim das contas eu só queria atualizar isso aqui menos romântica/depressiva. Qualquer outro dia eu apareço. Aguardem, ou não.

sábado, 14 de agosto de 2010



O Eu que anda aqui está 
                       triste  
                            e cansado. 
Eu limitado. 
             Precisa se reiventar.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Pra você, que não me lê


"Quem inventou você fui eu, porém
Eu tenho que desinventar, pro bem
Preciso me livrar de tudo o que é você
Um espaço pra criar um outro alguém"

Sonhei com você esta noite. Outra vez. Esses dias eu dei pra te desenterrar. Você estava irremediavelmente azul, irritantemente azul. No sonho as pessoas desconfiavam do que eu sempre disfarcei, mas você sorria com ar de quem sempre soube. Eu dava uma desculpa qualquer fingindo não me importar. Talvez já não importasse mesmo.
"Já não vejo motivos pra um amor de tantas rugas não ter o seu lugar"

O roteirista dos meus sonhos é indiscutivelmente previsível. Fez um curta metragem pra comemorar o que aconteceu há um ano. Ele suas datas! Nós e nossas datas só minhas.

Quando eu acordei me despedi dessa parte sua que só mora em mim. O sorriso cúmplice, o olhar comprometedor. Ah esses teus olhos que me embalaram por tantas noites dançando no fundo dos meus.

Ta. Eu sei que é tudo uma ilusão. Que sou quem lança perfume sobre as flores para que elas cheirem assim. Mas nada me tira a certeza do passear na tua cabeça, a alegria de escapar da tua boca. Mesmo que isso não seja como eu quis, mesmo que isso já não valha nada.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Tanto quanto o que não fiz

Bem, eu tinha um post pra fazer. Juro que tinha. Trabalhei nele algumas madrugadas insones, que não têm sido raras nessas férias. Ia "compensar" esse quase um mês sem postar. Mas olhando pra ele hoje percebi que ainda não estava pronto, meio perdido. Ultimamente tenho dificuldade pra concatenar as idéias, não sei explicar ao certo. ré.
Estamos em Julho. Mês de férias, das minhas tão almejadas férias. Eu as quis tanto que quando chegaram não soube ao certo o que fazer. Não vi os filmes que queria ver, comecei a ler os livros pendentes agora. Deixei muito tempo correr me balançando numa rede na sala assistindo TV. Isso me lembrou um tempo aí que eu disperçava como quem lava a calçada com uma mangueira esguichando água pensando que ela não se esgotará nunca. Apesar que ficar a toa foi bom , me fez refletir sobre muitos aspectos. Blá. Percebi também que não consegui trabalhar em nenhuma das minhas estranhas metas. Mas o ano ainda não acabou, ainda há esperanças pro tal do segundo semestre.

Juro que volto em breve.

sábado, 19 de junho de 2010

Oh, minha cabeça dói;

Ah que saudade de sentar-me e escrever as minhas gotinhas que tornam esse oceano chamado Internet um pouquinho maior. Mas eu estava tanto quanto impossibilitada pelo apocalipse chamado fim-de-semestre. E essa semana foi a pior de todas. Trabalhos e provas praticamente todos os dias (e não é uma dessas queixas charmosinhas). Pra melhorar greve de ônibus e meus pais com carro quebrado. Ou seja, ir e vir do Maracas ctiy estava ainda pior. Foi então que eu resolvi ir pra casa da Vó Rosa pra passar a semana toda. E como eu fui direto da escola pra casa dela acabei deixando meu caderno no Maracas (eu vou pra aula sem caderno e a minha tia pensa que eu vou gazear por aí. Sem caderno, tendo que estudar desesperadamente matemática pra prova final e precisando de folhas pra rascunho acabei achando o caderno do semestre passado. Enquanto folheava-o em busca de páginas brancas descobri algo que escrevi em vez de prestar atenção na aula de Biologia do Agabuxon  Agamenon.
E o que estava escrito:


Hoy mundo! Eu definitivamente não consigo pensar prestar as aulas de Biologia. Já estamos na contagem regressiva para o fim do ano. Maldita efemeridade do tempo! Esse 'clima' quase-menos-quente me deixa absolutamente nostálgica, ansiosa e esperançosa para o ano que vem. Próximo ano deve ter algo de bom, não sei ao certo, mas acredito nisso. Eu vou pro p4, não haverá mais vôlei, casa de cultura provavelmente, copa do mundo, eleições presidenciais, 17 anos, p5... O cefet me condiciona a pensar em semestres. Espero muito que o próximo seja muito bom. Eu estou precisando de alegrias. Por mais que eu ache que já superei algumas coisas eu sinto lá no fundo que determinadas esperanças são voltadas pra isso. Poderia um coração se enganar tanto assim? Não quero isso. Falaremos sobre assuntos importantes.



Foi engraçado me deparar com uma Mauany do ano passado, que foi há 6 meses atrás. Eu tinha tantas esperanças que as coisas ficassem melhores, mesmo sem entender ao certo qual o conceito dessa melhoria. Esse semestre foi podre de palha. Sei lá, meu nome foi preguiça. Eu deveria acordar bem cedo pra ir pra natação três vezes por semana, mas eu faltei muito e acabei acordando meio-dia na maior parte dos dias. Estava sem turma pro alemão ("casa de cultura provavelmente" não tão provável assim) e não sei mais nada por não praticar. Em resumo eu não fiz nada da minha vida e ainda consegui um monte de notas medíocres e uma prova final (eu vou parar de encher as pessoas com isso, eu já passei mesmo).

Hoje foi o último dia dessa semana maldita e parece que eu estou chegando ao fim  de uma estrada chamada 1º semestre de 2010. Hoje meu telefone tocou com números que eu não via há muito tempo e alguns que eu nunca nem vi, mas tinha agendado. Uma boa notícia! O alemão no Imparh vai voltar (que bom, porque eu não estava estudando pra cultura outra vez). Talvez seja 3ª e 5ª, o que quer dizer que eu não terei que acordar cedo no dia seguinte ao Domingo que eu fiquei vendo seriado no SBT até  bem tarde. Eu tinha/tenho uma teoria que diz que a minha vida fica incrivelmente melhor a partir do 2º semestre do ano. Sempre. Desde 2005 eu comecei  a reparar que bastava chegar julho e eu conseguia toda a alegria e adrenalina que eu não tinha conseguido o ano todo. Mas em 2009 parece que meu ano terminou em junho e que todo o resto foi um grande dezembro sem graça. Contudo 2009 foi uma enorme exceção a várias coisas que eu tinha como regra na minha vida, e mesmo tendo durado só metade do que deveria posso dizer que foi feliz. Agora veremos 2010.

Esse post já ficou suficientemente grande pra caber minha saudade de postar minhas abobrinhas. Já é gotinha o suficiente pra um fitoplancton. E a dor na minha cabeça já é suficientemente grande pra minha consciência dizer que eu tenho que ir dormir. (mas antes eu vou postar, nunca ouço minha consciência mesmo)

Kissescallme - or not - 


formiguinha gulosa que nem eu;

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Abajur pra Kathleen

NÃO, nós não esquecemos. Só gostamos de fazer aquele charme... Sacomé.
Então. Sabe todos os parabéns que deram hoje pra você? Pois é, a gente fez melhor rs.
Tá bom, pra quem não entendeu nada, nós (Morgana e Mauany - Morgana primeiro porque eu estou digitando rere) resolvemos fazer uma homenagem (à trois -nnn) à melhor Samara, à melhor azaradora do Marechal de Ferro no seminário de história, à mais tolerável otaku do P4, à dona do blog com peixes mais alimentáveis da blogosfera, à fornecedora de mangá, à melhor "fazedora" de folderes de todos os tempos, à melhor amiga do André Luiz e à melhor aluna que o Gilberto poderia ter. E sabe o que é mais incrível? Todas essas pessoas são uma só.
KAAATHLEEEN. Sabe essas coisas legais que as pessoas desejam para as outras no dia dos seus aniversários? Acho mó palha. Então a gente não vai te desejar alegria, paz, amor, felicidade, prosperidade, gatinhos da night porque não fazemos questão disso, só queremos uma nota boa em Lógica de Programação hehe.
Tá, falando sério. A gente espera que você tenha tido um dia muito especial, apesar do "seminário" de português e da greve de ônibus, e tudo que nós desejamos é que você:você ainda seja a melhor Samara,a mais tolerável otaku do P5/P6/P7/P8, a dona do blog dos peixes mais bem alimentados, AI, que você continue criativa e legal e amiga do André Luiz, e nossa também. hehe
Ok. Happy Birthday to you. AUT.
P.S.: A Mauany NEEEEEEEEEEEEM tá se sentindo mal por ter te ligado pra saber da greve e nem lembrado que dia era hoje.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

"Depois do terceiro ou quarto copo tudo o que vier eu topo..."

Errr... eu não tinha um bom título então preferi colocar um trecho da música que não sai da minha cabeça.
São 02:30 da manhã e tem uma parte fundamental do meu corpo que está doendo pacas. Está tarde,  amanhã é feriado  e eu posso fazer uma coisa que eu tenho feito todos os dias: acordar meio-dia com muito peso na consciência. Eu até posso, mas não devo. Tem trabalho de matemática na sexta, e pra variar eu tenho que tirar 6 pra passar. Sendo que esse trabalho vale 4 dos 6 pontos que eu preciso. E quem se importa além da minha mãe com isso? Ninguém. Mas existe todo um charme em estudar e ficar se queixando da escola. Eu acho que ninguém odeia de verdade, só fica dizendo isso pra se gabar um pouco. Tudo bem que eu realmente tenho que preocupar com matemática. Admito que tenho uma certa alegria em sair por aí me queixando de ter fazer um jogo em Pascal que use banco de dados. - "programando mal em Pascal e me achando. Noob é meu nome do meio xD -  Da um certo prazer abrir o livro de Eletrônica digital na fila do terminal da Parangaba, ver as pessoas olhando aqueles circuitos lógicos e, imagino eu, nem entendo nada. Elas devem me achar algum tipo de criatura fascinante - ou não- que estuda essas coisas "difíceis" no meio da fila. Que sou a pessoa mais estudiosa do universo transversal. Mal sabem elas que eu só abro o livro na fila mesmo pra impressionar -N

Já se passaram uma hora e eu quase não escrevi nada. Tava ali procurando umas músicas da Lady GaGa pra baixar, não é só de "música tristes" e MPB que se vive, afinal. Eu também estava ali no Twitter e o Pe Lanza estava no TTBr. Se você não usa Twitter- ou usa - e não sabe o que é  TT tudo o que eu posso dizer que é onde ficam os assuntos mais citados... No TTBr ficam os assuntos mais citados por usuários do Brasil. Mas aquilo ali é uma mer**. Sempre tem Cine, Justin Biber e outros caras coloridos. Eu queria muito não saber quem eles são, mas é impossível. Ainda mais quando você tem uma irmã de 13 anos que põe frase do Restart no subnick do msn. Esperava mais de você, Ariádna.

Ah, hoje eu também vi um garoto bem pequeno, ele deve ter uns 8 anos, mas nem cresceu muito. Ele me fez lembrar de etiquetas de roupa infantil. Fiz 17 anos mês passado, mas faz muito tempo que não uso roupas da sessão infantil que vai de 0 a 16 anos. Nem é só pq eu tenho uns quilinhos a mais. A minha vida toda eu nunca usei uma roupa de acordo com a idade da etiqueta. E nem conheço muita gente que tenha usado. Aos 10 eu usava as roupas de 16. Eu não sei onde eles se baseiam praqueles moldes. Ou então eles fazem aquilo pras mães e pais pensarem que o filho deles é maior que a média e ficarem orgulhosos. Eu nunca gostei dessa padrão de produto infantil pra crianças pequenas demais. Eu ficava meio mal aos 12 anos tendo que comprar roupas na sessão de adultos. Era tenso ser grande pras roupas de infanto-juvenis e ser "despeitada" demais pras roupas de adulto. Traumas a parte agora  eu já estou quase grande demais. 10 Kg até o fim do ano -N

Enfim, fui dormir.

Ps: Imagem pra Morgana e pro Slade. É isso que te espera ;)

sábado, 29 de maio de 2010

"Como é difícil viver carregando um cemitério na cabeça..."

Acordei meio-dia outra vez. O último dia letivo da semana. Meu limite de faltas em Biologia já extrapolou e tudo por atraso, pontualidade nunca foi o meu forte. Saí pra pegar o ônibus que não passou. 30 minutos de espera e a redenção. Sentei ao lado de um cara com uma maleta engraçada. Falei sozinha. Disse: Não, não foi nada disso. Ele olhou pro lado sem entender ao certo porque proferi tais palavras. Não é tão incomum que coisas do tipo escapem inconscientemente.  Sou eu andando pelas minhas masmorras, onde vivem meus arrependimentos mais tolos. Aqueles que eu nem percebi que havia me arrependido. Só olhando sob outra perspectiva é que me dou conta. E como um soco, a realidade me atinge em cheio no estômago e deixa as palavras escaparem assim, como um gemido de dor. E então acrescento mais um fantasma a lista que já não era tão pequena.
E esses ficam andando de um lado pro outro, vindo à tona vez em quando. Há uma maneira de exorcizá-los ou ao menos parte deles. Mas isso envolveria outras pessoas e lidar com outras pessoas é quase tão difícil quanto conviver com essas lembranças. Aí não sei o que faço.
Então o telefone toca. É a minha mãe. Eu tinha ligado pra ela pouco antes pra dizer que ia me atrasar pra Biologia outra vez. Fiz um drama, disse que a culpa não era minha e sim do falido sistema de transporte coletivo. Ela ligou pra reforçar o fato de que quando eu finalmente chegasse à escola devia falar com a professora, tentar explicar e pedi que ela desse a minha presença. E mesmo que ela fosse insensível eu tentasse conversar. Cooonveeerrrssaaaaarrrr... Essa palavra tem soado estranha ultimamente. Parece que tenho desaprendido tal prática. Falar com outras pessoas, ainda mais quando não são as de sempre, tem se tornado estranho. Não sei o que digo ao certo, tenho medo, tenho vergonha, me perco e não encontro mais as palavras. Logo as palavras que foram sempre tão próximas de mim... O que está acontecendo? Não sei.
Talvez isso nem seja verdade. Talvez seja mais um pouco de drama barato. Tudo o que há de concreto são os abstratos habitantes da minha masmorra.

Adels.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

haha'

    Bom, o Robério me convidou a participar de uma brincadeira que é assim: você tem que falar 6 coisas que seus amigos não sabem sobre você. Eu conto praticamente tudo aos meus amigos, mas procurei aqui coisas que eu imagino que eles não saibam.
    A brincadeira é uma corrente, o Robério recebeu de alguém que já tinha recebido de alguém. Eu não sou muito do tipo que passa coisas pra frente, mas essa eu vou passar. Tem que ser pra 6 pessoas, mas como eu não sou muito POP vou mandar pra uns 3 ou 4 '-'

    1. Quando eu li Crepúsculo eu quase comprei uma camiseta que tinha escrito:
        "Edward Cullen, please bite me."

    2. O item anterior foi a 2ª coisa mais idiota que eu quase fiz aos 15 anos.

    3. Eu tenho vontade de sair pelada pela rua de madrugada.

    4. Eu não conheci meu avô paterno, mas se eu tiver um filho algum dia, e o pai da criança não tiver nome melhor, será Augusto, como meu avô. Na verdade Luiz Augusto, como meus dois avós.

    5. Eu já tive uma máquina de datilografar.

    6. Desde pequena eu sigo e descubro coisas sobre pessoas que eu não conheço.

    Bom, essas foram minha seis coisas "contáveis".
    Foi divertido, mas eu tive que discartar milhares de coisas, ou vocês nunca mais falariam comigo (6)

Beijos.

sábado, 15 de maio de 2010

domingo, 9 de maio de 2010

Pra não dizer que não falei em flores.

Bem, quinta-feira passada, como alguns devem saber, foi meu aniversário. Desde que eu comecei a escrever esse Blog eu esperava especialmente por esse dia. Normalmente eu fico bastante "falante" nessa época do ano. E doente também. Eu sei que eu fico doente o ano todo, por assim dizer, mas nas vésperas do meu aniversário eu desenvolvo todo tipo de enfermidade; bronquite, conjuntivite, crise de rinite e todas as outras coisas com “ite” que você poder imaginar. A verdade é que eu devia ter escrito todas as coisas sobre completar 17 anos quando eu ainda figurava os 16, porque as palavras têm escapulido de mim. O fato é que eu tenho escrito uma porção de coisas, mas logo em seguida eu as descarto. Mas talvez aquela minha crise de “estou ficando Old” e o surto sobre adolescência de posts atrás já tenham sido reflexos sobre essa mudança etária.
            No dia que em que você troca de idade um monte de gente chega e pergunta “E aí, como você se sente com x anos?”. Normalmente eu me sinto do mesmo jeito que eu me sentia um, dois, três dias antes. Do mesmíssimo jeito. Mudar de idade é que nem mudar de era na história. Ninguém acordou um dia e falou “Caramba! Até ontem estávamos na idade moderna, agora o mundo acordou na era contemporânea”. Só vieram perceber isso tempos depois, e é assim com a idade também. Você acorda e sabe que tem 17 anos. E nossa! São 17 anos! Você já fez uma porção de coisas, sua mãe nem sabe de umas e acha que você fez coisas que nem fez. Mas é muito tempo! Daqui a pouco você pode dirigir, ser preso, entrar nas boates, ter orkut piada da Morgana e coisas assim. Mas no dia 6 eu acordei a mesma que acordou dia 5. Talvez com menos dores, ou talvez com mais rugas, mas a mesma. Porém não foi essa Mauany que acordou no dia 6 de maio de 2009.  Toda maravilhada com os 16 anos, marcando Pizza com a galera. Feliz com a vida de P2, estudando muito Física pra não ir mais uma vez pra prova final do Célio Normando, adorando o cantinho “inóspito”, feliz com as provas de Alemão, a vida era outra.
            Ok. 17 anos, não vou fugi de casa às sete horas da manhã do dia errado, não deixei pra trás os pais e o namorado. Não vou votar, porque adiei tanto tirar o título que ficou tarde demais, vou reprovar em Biologia por chegar tantas vezes atrasada, tenho resgatado algumas amizades, estragado outras, ouvido todas as músicas da Biblioteca do media player que até então não tinham sido executadas, achado tudo menos encantado, mas ainda achando a vida digna de um seriado.





Até breve.